nobody does it 

better.
mardi 7 juillet 2009

oh yeah ~ 0 gossips

life is a bitch and so am I. beware.

engraçado como umas merdas que acontecem me fazem rir e me divertir com a idéia do que isso vai causar. a raiva é um sentimento engraçado. quando ela se direciona a alguém com quem não nos importamos, ela acaba nos dando certa dose de diversão.

pelo menos eu sou assim. e eu me arrependeria antes que seja tarde demais, se eu fosse você. porque sabe como é, não é exatamente bom (para você) estar na minha lista negra. poucas, bem poucas pessoas estiveram lá; é raro alguém conseguir realmente me tirar do sério a ponto de me fazer gastar energia; mas quando acontece... bom, vamos dizer que não sou eu quem saio mal da história.

you know, life is a bitch. and so am i. b-e-w-a-r-e.
(e depois não diga que eu não avisei)

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~ 14:38 nobody does it better.




samedi 4 juillet 2009

Quer me dar um presente? ~ 3 gossips

Me dá um apartamento em qualquer lugar, menos nesse cu de mundo fimdomundoputaquepariupiorlugarqueexiste. Eu morava ATÉ NO CENTRO, que é uma bosta, pra sair daqui. Agora... onde é aqui?

É o fim do mundo, onde não existem pessoas, nem lojas, nem lugares legais pra se ir. É onde os ônibus passam a cada uma hora, demoram duas pra chegar a lugares que chegaríamos em 10 minutos de carro - e que são sempre lugares ruins, o que obrigariam o usuário a pegar ainda outro ônibus. É o isolamento total, o não contato com a humanidade, a perda de si mesmo no nada.

Assim, no hospital era péssimo (não tinha sky, o banheiro era ruim, o colchão era ruim, a comida era ruim, não tinha minhas roupas e era meio pequeno), mas principalmente por dois fatores: oi, quimioterapia e, obviamente, o isolamento. Grandes merda morar aqui, é uma lembrança diária da porcaria do hospital, isolada e fechada do mundo, vendo tudo acontecer e sem poder agir. E a internet é ruim (porque, oi, é o fim do mundo); pelo menos no hospital ela pegava direito.

Eu muito raramente me boto na posição de vítima. E quando eu digo muito raramente, digo assim duas vezes por década. Mas isso é algo que eu faria quase qualquer coisa pra mudar. E eu tenho plena noção do quanto "quase qualquer coisa" engloba - minhas exceções seriam beeeem poucas.

Não precisa nem ser Paris, não precisa nem ser New York, não precisa nem ser São Paulo, eu agüento esperar - se enquanto eu estiver em Porto Alegre eu não estiver na parte morta.

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~ 15:06 nobody does it better.




lundi 22 juin 2009

www.allezglam.com ~ 0 gossips

Isso mesmo! No Backstage mudou, agora é WWW.ALLEZGLAM.COM! E vocês não têm noção de como isso tá me fazendo feliz - o layout mudou, tá super profissional, super lindo e super glam! Acessem:

ALLEZ GLAM!

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~ 13:49 nobody does it better.





Acabei caindo na área da Moda, parte das artes visuais - tão subjetivas, tão indescritíveis, tão inexplicáveis. Curioso para alguém que é acostumado às palavras, como eu sempre fui. E de repente a subjetividade parece me engolir, e chega a um ponto que eu quase perco a capacidade de descrever os sentimentos.

Sentimentos são descritíveis - não de uma forma completamente racional e palpável, mas de uma forma simbólica, sinestésica e sensitiva. Talvez você não precise descrever o sentimento - contanto que faça o leitor senti-lo, a tarefa estará cumprida.

E, no entando, me vejo tomada de tantos sentimentos que essa confusão toda se torna ilegível no papel. Ou na tela do computador.

E o computador abre portas prum mundo inteiro e mesmo assim me sinto presa, jogada na calçada de Porto Alegre, na parte quieta - quieta demais - em que nada, absolutamente nada, acontece. E daí cabe a mim fazer acontecer, e quando se tem outras prioridades isso acaba se tornando impossível. E quero romper as barreiras, e ir além, e fazer o que tiver vontade, e ter romance sem amor, e ter amor sem romance, e quero barulho, movimento, dinâmica, infinitude, repetição, clímax, teatralidade - quero um universo Barroco nas minhas mãos.

E não posso conseguir isso sozinha, por mais Barroca que eu seja.

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~ 22:10 nobody does it better.





De uns tempos para cá eu andei pensando muito - mais do que o normal - sobre moralismos e hipocrisias. Não vou me alongar sobre a moral - cada um tem a sua e eu só abomino a da sociedade. Porque para uma sociedade contra a exclusão, a nossa moral é bastante excludente - e não vou reclamar muito, já que eu sou um fator importante na população excludente.

E quem sou eu? Eu já falei aqui, eu sou todas as garotas que vão avaliar você pelo quão magra você é ou quão bem vestida você está.

Sim, eu estou me dando a exageros - e não ultimamente, sempre fui assim. É claro que minhas afinidades não se reduzem a essas duas qualidades e eu as ignoro na maior parte do tempo; bem verdade, eu as analiso sempre, mas as relevo também. Só as boto em prática caso eu não conheça você ou não goste de você (e quer ofensa mais divertida do que encher a boca e berrar GOR-DA? Por favor, gordinhas, não me matem, só estou sendo sincera).

Obviamente o que me incomoda não se trata do fator excludente, mas da própria moral em si - e quer algo mais imoral do ofender alguém pelo seu peso? Desgosto da moral quando ela impõe qualquer coisa que não me seja conveniente, e, como boa controversa que sou, isso se dá diariamente. E causa tremores principalmente porque mesmo a rejeitando dentro da minha vida, não vou criticar você por viver sua vida de maneira extremamente moralista; mas admita - se eu agisse de qualquer forma contra sua doutrina, você viria para cima de mim com seus dogmas e discursos sobre os quais eu rio em silêncio.

Como isso é curioso - os mais moralistas são os mais imorais quando se trata de respeitar os estilos de vida das outras pessoas.

Mas eu disse que não iria me alongar e isso foi há alguns parágrafos atrás, então voltemos ao principal objeto de discussão: a hipocrisia, oh, que delícia! Outro fato curiosamente imoral é a inexistência de hipocrisia. Explico: que você faça, que você pense, mas nunca fale em voz alta. Engraçado, não é? O moralismo acaba sendo o combustível perfeito da hipocrisia, minha bela amiga de quem sinto nojo.

Estava passeando pela internet quando me deparei com uma curiosa frase criticando os seres humanos por criarem máquinas e se tornarem dependentes delas - e você, meu caro amigo que escreveu a frase, meu caro amigo que a está exibindo - não é você também um dependente? Como pode criticar as pessoas que fazem exatamente o que você faz?

Por isso sou contra os radicalismos. Por isso e vários outros motivos.

Na última semana terminei um trabalho para a faculdade que gerou mais discussões em sala de aula - e dessa vez a ingenuidade também me surpreendeu. Engraçado como as pessoas mais moralistas acabam sendo ingênuas - seja por falta de auto-conhecimento, seja por medo de encarar a realidade. Você sabe do que eu estou falando. Você faz isso sempre. Quando lhe perguntam uma coisa, você responde com certeza absoluta e, quando qualquer situação semelhante acontece, você age diferente à sua resposta. Não é que você seja mentiroso - o moralismo apenas o cegou, porque admitir os próprios desejos, medos, sonhos, planos, ambições (ambições, que coisa horrível!) é imoral. E assim você os ignora, e não sabe que será condenado secretamente à infelicidade.

E você condenada o meu mundo, condena como eu vivo a minha vida - de forma tão imoral, tão sem pudor e tão falsa. Falsa - sim, falsa. Eu sou aquele tipo de pessoa que sou simpática quando me é conveniente, que falo com você quando me é conveniente, que faço de conta que gosto de você para conseguir o que eu quero. E você vai me culpar por isso? Caro amigo, você é igual - a diferença entre nós é a lucidez, que eu tenho e lhe falta.

Você condena minha futilidade - e não percebe que o burro é você, incapaz de perceber a profundidade nas coisas ou de aprecias as coisas superficiais. Se você tiver um tempinho, por favor, leia Lipovetski, aprenda um pouco e me poupe dos seus discursos. Você condena o que eu mais amo, você abomina a Moda - porque você não a entende, você não a conhece e a gente costuma não gostar das coisas que não entendemos. Você pensa que Moda é tendência e lhe falta subjetividade para assimilar a arte. Você não gosta das aparências, porque a vaidade é um pecado e pecar é imoral. Eu já lhe disse, mas eu vou avisar outra vez: a infelicidade é sua sina, é melhor mudar agora ou se acostumar a isso.

E você jura que não venderia seu corpo ou sua alma ou seus valores ou seus princípios, não interessa o motivo. Mas saiba agora, antes que lhe seja tarde: quem mais tem princípios, mais os quebra durante a vida. E não falo isso para lhe criticar - é claro que faço, mas talvez venha a precisar de você no futuro, é melhor me garantir. E quando digo que faria quase qualquer coisa - quase qualquer coisa mesmo - para conseguir o que eu quero, você arregala os olhos. Mas no fim do dia, amigo, eu me mantive fiel aos meus princípios. Tenho bem poucos e todos bem egoístas (partindo do pressuposto que o bem dos meus próximos se dá por egoísmo), de modo que não os quebrarei enquanto os tiver.

E você... você irá quebrá-los, um dia, com ou sem intenção. E isso lhe fará mal - porque a quebra da promessa lhe causa violência, e o manter a promessa também. Veja, amigo, você não tem saída.

Nos encontraremos no futuro - e descobriremos que enquanto você lutou pelos princípios demais que você tinha, eu estive me divertindo e sendo feliz. Essa felicidade que você talvez nunca conheça. Por isso, amigo, pense bem. Pense bem antes de consolidar seus princípios. Porque caráter só tem quem crious seus próprios, sem absorver os impostos pela sociedade. E pense ainda melhor quando tentar me fazer engolir essas bobagens - porque mais cedo ou mais tarde, você irá engolir minha felicidade. Só lhe falta a lucidez.

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~ 22:07 nobody does it better.




vendredi 8 mai 2009

sem malícia... ~ 13 gossips

Eu não consigo evitar ser cruel. Eu não consigo evitar me entediar com as pessoas. Eu não consigo evitar fazer comentários cruéis sobre qualquer pessoa que passe por mim. Eu não consigo evitar pensar que eu sou melhor do que você, mais magra do que você, mais bonita do que você, mais inteligente do que você. E na maioria das vezes eu realmente sou tudo isso.

Eu não consigo evitar desejar o que eu não posso ter, eu não consigo evitar amar e odiar as mesmas pessoas, sempre. Eu não consigo evitar atuar vinte e quatro horas por dia, até o ponto em que ninguém percebe e nem eu percebo.

Martini Azul, como Amanda escreve, e como eu sou. Atenção e atuação, sem pudor, sem juízo, sem amor e um caso eterno repousa sozinho no sofá da sala em que nunca vou. O coração quebrado por mim mesma é colado com Martini e não acaba com minhas manias; de enrolar o cabelo com os dedos, de comprimir os lábios ou de fazer pose para todos os espelhos. Era especial, tinha algum dom que cegava, e tinha algo de bom dentro de mim. O lado ruim é que ninguém conseguia enxergar além da atuação. O lado bom é que ninguém percebia que era uma atriz. You've got a good heart, you should give it to someone who cares.

E eu não ligo. Me importo com bem poucas pessoas além de mim mesma e sempre me importo mais comigo. Às vezes eu fico nostálgica e sinto falta de coisas que nem vivi, mas desejei. Não sinto mais falta das coisas que passaram, não quero que nada volte, não quero o que teve um fim - mal acabado mal falado mal resolvido, mesmo assim fim. Quero o novo, o inexperiente, o que ainda não aconteceu. E quero logo.

E então eu ouço músicas bonitas que só me fazem rir, e ver que o que eu quero talvez nem seja isso. Sem malícia. Sem malícia, não me sobra nada.

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~ 11:51 nobody does it better.




jeudi 30 avril 2009

Aleatórios ~ 4 gossips

- sobre minha vida pseudo-glam: segunda-feira passada fui no desfile da Zóide no Quartier Latin; entramos no backstage, conhecemos o pessoal, foi bem legal. Mas depois começou a festa e tava meio ruim, então tipo 1h30 a gente pegou um táxi e foi pro Beco. MUITO bom. Cheguei em casa amanhecendo. No último domingo teve desfile da Milka; fui, também conheci o backstage, e entramos como imprensa no VIP. Também foi muito bom. E vocês podem ler mais sobre os desfiles e backstages em nobackstage.blogspot.com.

- sobre Gossip Girl: acabei de lembrar que, quando eu tava na sexta série, eu fiz um site sobre a minha turma e o meu colégio em que havia várias seções; falava sobre professores, agendas de provas, comentários e livro de recados e, finalmente, a seção que todo mundo mais gostava: uma só de fofocas. Eu e minha colega recolhíamos as fofocas que diziam respeito aos nossos colegas durante o dia e publicávamos de noite. Clarissa, a Gossip Girl lifestyle since 1991.

- sobre uma coisa que eu não suporto: cara, esse é o meu blog. E fala da minha vida. Se determinada pessoa faz parte da minha, obviamente, em algum momento, vou citá-la aqui. Se determinada pessoa tem uma opinião que eu acho ridícula e que convém para exemplificar um post, eu vou citá-la aqui. E as pessoas não entendem que há uma diferença entre considerar uma opinião ridícula e uma pessoa ridícula. Se eu critiquei algo que tu disse não to TE CRITICANDO, porra. To só comentando algo sobre a MINHA visão de mundo e exemplificando com tua opinião escrota - o que não quer dizer que eu te acho escrota, cara pessoa. Aliás, eu considero escrota metade das opiniões de quase todo mundo que eu conheço - e isso não quer dizer que eu goste menos das pessoas. E eu não vou ficar discutindo com ela porque eu não concordo com a opinião porque, oi, é a opinião dela. Só acho que se eu quero usar uma opinião aleatória que por acaso algum conhecido meu também tem não é motivo para tempestades.

- sobre outra coisa que eu não suporto: sabe, minha mãe é super feminista e fica puta quando eu começo a reclamar que mulher é tudo chata. Mas vamos combinar que é mesmo. A coisa que mais me irrita (e que é comum a 99% dos seres dessa espécie) é o fato de que, se elas ficam chateadas, elas não falam que ficam chateadas. Elas ficam mandando charadinhas e fazendo comentários cifrados que por detrás do significado superficial tem uma mensagem oculta que devemos decifrar. SEFODER né. Depois vem elas dizer que não entendem porque guri faz isso ou aquilo. Sou a favor das coisas bem preto e brancas: se magoou, FALA. Não gostou, FALA. Não quer, FALA. Nada de ficar "ai mimimi ele fez isso e nem viu que to mal mimimi". Gente, não viemos com bola de cristal embutida! (btw, eu tenho uma percepção muito forte e eu percebo a mensagem subliminar que vem embutida tipo assim SEMPRE. Mas eu ESCOLHO ignorar esse tipo ESCROTO de comunicação, ok. Então essa técnica não adianta comigo)
P.S.: isso vale para homens com tendência mulherzinha também.

- sobre a minha ausência: eu sei, EU SEI que eu to ausente da vida das pessoas que eu mais amo ultimamente. E eu sei que isso é necessário, porque eu tenho colocado minha faculdade ou a construção da minha carreira em primeiro plano. Considero meu novo blog um passo importantíssimo para isso, então não me preocupo em perder tardes configurando html ou editando fotos para fazer um post legal, isso sem falar em noites ou tardes em que vou a eventos para cobrir e depois comentar no blog. E sim, eu escolho ir a esses lugares e gastar meu tempo com a minha carreira. Mas isso não significa que eu não sinta saudade ou falta dessas pessoas na minha vida - eu sinto, demais, eu amo todos vocês e queria que vocês estivessem sempre comigo. Mas quero carreira no mundo da Moda e eu aprendi que o destino não existe para quem não faz o seu. Então eu preciso construir o meu, e já tá na hora.

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~ 10:25 nobody does it better.





Eu já escrevi sobre isso uma vez (mas faz tanto tempo, e eu mudei tanto...), mas eu não consigo evitar.

Eu tava agora há pouco fuçando no orkut de uma ex-colega e vi uma foto dela, atual, com algumas das nossas amigas daquela época. Pessoas com quem eu falo de vez em quando, que eu quase nunca vejo, com quem me importo pouco - e isso pelo que vivemos naquele passado, porque o presente é vazio. E naquela época eu pensava ingênua que seríamos best friends forever, e o mundo estaria aos nossos pés... arrisco inclusive dizer que, naquela época, eu era muito mais amiga delas do que essa ex-colega em questão. Ironicamente hoje eu não sou nada.

É impossível pensar sobre amizades perdidas sem pensar nas Musas - nunca falei delas aqui, porque hoje elas também representam pouco mais do que nada, mas houve uma época em que elas eram tudo. Claro, com as Musas foi diferente - foi uma ruptura brusca, triste, sofrida. Não foi gradual, com a perda de contato aumentando e a comum negligência que eu tenho com meus amigos (peço desculpas, aliás). O que interessa é que com as Musas eu também pensava ingênua que seríamos best friends forever, e o mundo estaria aos nossos pés... e não foi assim que aconteceu, não é?

Penso no presente, nessas bem poucas pessoas que significam o mundo para mim e eu acredito - ingenuamente? - que sempre significarão. O que vai acontecer com a gente? Há alguns meses na praia eu conheci pessoas maravilhosas, e desde lá não nos encontramos mais. Uma delas, inclusive, foi uma dessas pessoas que nos tocam profundamente e a gente quer tê-las sempre junto, mas também não a vi mais; temos vidas diferentes, caminhos diferentes, responsabilidades diferentes. E, afinal, não é assim com todas as pessoas? A separação, a perda do contato, o fim de um relacionamento que exigiu (ou não, às vezes é tão natural) tanto esforço é o curso natural das coisas?

Sim, eu sei que eu sou negligente - e muitas vezes sem querer, muitas vezes com pessoas que eu gosto muito. Mas excluindo esses casos, posso dizer com certa segurança que só me afastei das pessoas que escolhi me afastar, ou que escolhi não me esforçar. Duvido que minha vida pudesse ser melhor do que é hoje - as pessoas que tenho hoje e os contatos que escolhi manter são os melhores que poderia. Mas e se tivesse acontecido diferente? E se eu tivesse ficado em outro grupo de amigos, ou se eu tivesse me apaixonado outras vezes, ou se eu tivesse correspondido, e se eu tivesse feito tudo diferente?

Esses dias eu estava na Saraiva esperando uma amiga chegar e peguei um livro da Carol Teixeira, chamado Verdades & Mentiras; é um livro de crônicas, desses que falam sobre tudo e que você pode ler repetidas vezes. Ela tem uma visão bem parecida com a minha sobre quase todas as coisas e, em determinado ponto, ela se questiona sobre nossas escolhas e sobre as vidas que acabamos deixando de viver em conseqüência (eu queria a citação exata, mas não achei).

E isso me faz pensar, o que acontece com as vidas que não vivemos?

O que teria acontecido se eu tivesse dito "sim", ou "eu também"? O que teria acontecido se eu não tivesse criado tantas expectativas e então me frustrado, e a partir disso me construído? Ou se eu tivesse pensado mais e escolhido melhor? E o que teria acontecido se fosse tudo o contrário? Se eu tivesse escolhido pior ainda, se eu tivesse me construído diferente, se eu tivesse feito as coisas para chegar a outros lugares? O que teria acontecido se eu não tivesse ficado doente e perdido um ano? Quais as experiências que eu teria tido e perdi? O que teria acontecido com a gente? Como teria sido minha formatura? E, principalmente - como seria minha cabeça hoje? E se eu tivesse me apaixonado quando não me apaixonei, ou não tivesse me apaixonado quando o fiz?

E se você tivesse me escolhido em vez de escolher ela? Eu teria conhecido ele? E teria escolhido você ou ele? Você poderia ter me amado?

E se você não tivesse voltado atrás? Nós teríamos algum futuro? Eu teria conhecido ele?

E se nada nos interrompesse e eu dissesse "sim"? As coisas seriam boas ou eu agiria como costumava agir? E mesmo com tudo interrompendo, e se você ainda fosse apaixonado por mim? Onde nós estaríamos?

E se tudo isso acontecesse agora, ou pelo menos algum desses fatos? Para onde vão as vidas que não vivemos? E se eu quiser vivê-las agora? Sentimentos confusos, nostalgia, vontades diferentes por coisas diferentes... e eu não sei, e eu não tenho respostas - e talvez nem queira.

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~ 13:09 nobody does it better.




lundi 6 avril 2009

Donna Fashion Iguatemi ~ 3 gossips

E esses últimos dias foram uma loucura - e como eu gosto de exibir as partes da minha vida que soam super glam, lá vamos nós de novo.

Sexta-feira eu estava no BarraShopping com a Jú, e ela comentou que era o penúltimo dia de Donna Fashion, no que eu perguntei quais marcas desfilariam. Como nenhuma de nós sabia, fomos até uma banca de revistas procurar na Zero Hora e descobrimos que uma das marcas a desfilar era a Cori. Como tem loja da Cori no Barra, eu logo me propus a ir lá tentar conseguir um convite - e fomos, e conseguimos. Foi aí que a correria mais ou menos começou: fomos pra casa da Jú, ela trocou de roupa, eu peguei um sapato emprestado (eu estava de sapatilha e não adianta, eu preciso de salto para sair de noite). Fomos pro shopping Iguatemi (do outro lado da cidade) e finalmente entramos.

A inspiração do Donna Fashion Inverno 2009 era a França (é o ano da França no Brasil, afinal), por isso tudo era meio francês; foram montados looks homenageando estilistas franceses, a mini praça de alimentação era de culinária francesa (Boulangerie, Patisserie e Bistrot), tudo tinha um toque francês. Para quem é viciada nesse país, nessa cultura, nesse idioma, nessa Moda (como eu), foi uma delícia.

Como a Jú é fotógrafa profissional, nos aventuramos tirando fotos dos looks das pessoas para postar no meu novo blog de moda em parceria com uma amiga. Nós assistimos ao desfile da Hugo Concept e conseguimos entrar como imprensa no desfile da Cori (sem palavras, LINDO). Sábado de tarde eu fui encontrar a Jú no Barra, para ela vir aqui para casa; nós fomos, torramos no sol esperando o ônibus por quase uma hora (porque a minha mãe tinha saído na hora que supostamente iria nos buscar, he), e finalmente chegamos em casa; nos arrumamos e fomos. Primeiro paramos na C&A, porque a gerente operacional regional da C&A é prima da minha mãe (super chique) e tinha conseguido, mesmo de última hora, entrada VIP pra mim e pra Jú pros desfiles do dia (super legal, ela! Eu e a Jú ficamos muito felizes). E daí fomos, mais fotos, mais anotações compulsivas no bloquinho de papel, mas looks registrados. Tudo uma delícia.

Ainda fomos depois para uma festa, mas a Jú começou a se sentir meio estranha por causa do que tinha comido e acabamos voltando cedo; não eram três horas quando chegamos em casa. Domingo foi uma correria também - fui pra casa da Jú, passei algumas fotos pro pen drive (um sacrifício, porque levei meus dois pen drives e nenhum deles queria funcionar! Legal que os dois são 4GB, mas um tava livre e outro só tinha 2GB livre, e eu não podia apagar o conteúdo; obviamente, foi esse último que funcionou, então não consegui pegar todas as fotos. Mas também, a Jú tirou quase mil e quinhentas fotos nesses dois dias!), e, da casa da Jú fui direto para a casa da minha tia (era aniversário dela). Cheguei em casa umas dez horas, MORTA de sono, e fui passar as fotos pro computador, para editar e postar no novo blog de Moda.

Então, todo mundo: http://nobackstage.blogspot.com, ok?

Na foto sou eu, na primeira fila, ahahaha! Isso é no sábado. As fotos menores são da sexta. E eu sei que nessa foto grande eu pareço gorda, mas EU NÃO SOU OK. Sou magricela (pode conferir no meu orkut), e a foto divertida da cadeira mostra que eu não sou gorda. Achei importante lembrar, AHAHAHAHAHA. Mas gente, eu não tenho preconceito contra pessoas gordas, sério mesmo. Eu só prefiro ser magra, só isso.

Que fim-de-semana delicioso... E hoje ainda tivemos palestra sobre as tendências 2010 com o pessoal do site UseFashion, muito boa. Adoro respirar Moda.

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~ 10:01 nobody does it better.





Há alguns dias eu descobri um pote de pimenta aqui em casa. Sabe como é, as pimentas cortadinhas em pedaços bem pequenos e mergulhadas em água, de modo que a água também absorve aquela acidez. Desde então, passei a utilizar pimenta em todas as refeições: lasanha com pimenta, pizza com pimenta, churrasco com pimenta; hoje eu ainda acrescentei pimenta na salada e depois no sorvete (!!), e ficou uma delícia.

E isso me fez pensar - eu adoro a pimenta forte, queimando a boca, enchendo os olhos de lágrimas. Talvez por isso minha bebida preferida seja tequila - adoro quando desce queimando. Eu sou assim, aliás, com todos os temperos; gosto dos gostos fortes, amargos, doces, marcantes. E vi que eu sou assim em todos os aspectos da minha vida.

Não sou uma pessoa do meio termo, do quase ou da tranquilidade do depois. Sou uma pessoa das emoções intensas, que está sempre muito feliz, muito entusiasmada, muito braba, muito triste, muito nostálgica, muito apaixonada; sou aquela pessoa que prefere a ansiedade do antes - o depois é pura calmaria, eu gosto mesmo é de tempestade. Gosto dos gritos, gosto do frio na barriga, gosto daquela sensação de quando você está se apaixonando e não sabe se é recíproco, gosto da conquista, gosto do olhos nos olhos que antecede o beijo, gosto do toque das mãos logo antes de se entrelaçarem, gosto do coração batendo forte e da sensação de que você vai chorar por sentir tanta coisa ao mesmo tempo. Gosto de não conseguir pensar, de abraçar com força, de chorar até desidratar, de rir até doer a barriga, de beijar até deixar a boca inchada, de dançar até encharcar as roupas de suor e os pés reclamarem por causa da dor; gosto dos extremos, gosto das incertezas, gosto das surpresas e também gosto do controle. Sou pura antítese, paradoxo e intensidade: gosto de tudo e de todos, ao mesmo tempo que os desprezo. E gosto de gostar, e gosto de desprezar. Gosto de me apaixonar, de ficar mal por qualquer motivo, de ganhar o dia com uma simples ligação - gosto dos sentimentos em montanha-russa. Gosto de beijos intermináveis, gosto da pele na parede fria e no corpo quente, gosto das sensações mistas e do gosto de outra pessoa na minha boca. Gosto por pouco tempo e gosto por uma eternidade; gosto desde o nunca até o sempre, sempre mais, sempre excesso. Gosto das bebidas mais fortes, dos temperos mais marcantes, dos cafés mais amargos e tenho apetite voraz. Gosto dos venenos mais lentos e mais letais. Gosto de ser a mesma todos os dias, ou de cada dia ser uma pessoa diferente; gosto de encarnar personagens, gosto de sonhar acordada e gosto de ser adorada. Gosto das festas mais poderosas, gosto de me descontrolar e gosto de ter o controle. Gosto de chocar as pessoas, gosto de ser diferente, e gosto de ser igual. Gosto de chamar a atenção e gosto de ser discreta - gosto de me destacar e de passar despercebida. Gosto das delícias mais soltas, dos gestos mais loucos e dos desejos mais vulgares.

Eu tenho desejos maiores, eu sou pura pimenta - antítese, paradoxo e intensidade. Espero que você venha preparado.

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~ 16:11 nobody does it better.




you know you love me

i'm a little bit of everything, all rolled into one; i'm your hell, i'm your dream, i'm nothing in between

pimenta e barroco

Sou um pouco Belle du Jour, o coração partido por mim mesma em mil pedaços de caleidoscópio. Não sei amar, não sei perder, não sei viver de um jeito diferente. Não sei.

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orkut
Allez Glam!
6V
fanfiction
fórum
fotolog
blog de moda
antigo blog
quarto de hospital
ilhabela queens


only in your dreams

Clarissa Réos Wolff, gaúcha de dezoito anos e pisciana exatamente como Einstein. Escritora nas horas vagas, escreve fanfics de romance, comédia, drama e suspense; atualmente escreve também um livro de comédia romântica em primeira pessoa e outro livro de drama psicológico. É completamente apaixonada por moda e já começou a criar seus próprios designs. Pretende trabalhar com Marc Jacobs e substituir John Galliano no comando da Maison Dior. Por enquanto, apenas cursa faculdade de Design de Moda. É viciada em livros e em filmes; Audrey Hepburn e Scarlett Johansson são seus ídolos. Nutre certa paixão platônica por Ryan Atwood, sintoma talvez causado pelas tantas vezes que assistiu às quatro temporadas de 'The O.C.'. Tem uma personalidade incrivelmente igual parecida com Brooke Davis (She was fiercely indepent, Brooke Davis. Brilliant and beautiful and brave. In two years, she grown more than anyone I've ever known. Brooke Davis is gonna change the world someday, and I'm not sure if she even knows it., por Lucas Scott), o que confirmou após ver e rever as cinco temporadas de 'One Tree Hill' (e agora a sexta). Tem um lado sarcástico e noir e se identificou absurdamente com 'Veronica Mars'. Admite que acha Jack Bauer o modelo de homem perfeito, e nenhuma das '24 Horas' mudou seu pensamento; atualmente, entretanto, Chuck tem invadido seus sonhos, e até 'Gossip Girl' fala disso. Fora isso, se diverte com 'House', ri com 'Friends', sonha com 'Project Runway', se apaixona com 'Greek' e delira com 'Sex And The City'. Costuma ouvir trilhas sonoras (a de OTH, VMars e The O.C. não sai da lista de execução automática) e tem um gosto musical muito eclético. Chico Buarque, Maroon 5, Cansei de Ser Sexy e Britney Spears são, entretando, unanimidades. Tem paixão por dançar, e o faz em qualquer lugar - desde a pista de dança até o meio da rua. Fora isso, gosta de sair à noite, comprar muitas coisas, e topa qualquer programa com os melhores amigos (sem malícia!). Diversão é uma filosofia de vida. É uma eterna apaixonada; pela vida, pela noite, pelo dia, e finalmente, mas não menos importante, por si mesma.

Tá vendo, até mesmo as deusas perfeitas têm um lado meio piranha.


you're the one that i want

Caio Fernando de Abreu escreveu:

“Meu coração é um bordel gótico em cujos quartos prostituem-se ninfetas decaídas. Meu coração é um traço seco. Vertical, pós-moderno, coloridíssimo de neon, gravado em fundo preto. Puro artifício, definitivo. Meu coração é um entardecer de verão, numa cidadezinha à beira-mar. A brisa sopra, saiu a primeira estrela. Há moças na janela, rapazes pela praça, tules violetas sobre os montes onde o sol se pôs. A lua cheia brotou do mar. Os apaixonados suspiram. E se apaixonam ainda mais. Meu coração é um sorvete colorido de todas as cores, é saboroso de todos os sabores. Quem dele provar, será feliz para sempre.
Meu coração é um filme noir projetado num cinema de quinta categoria. A platéia joga pipoca na tela e vaia a história cheia de clichês. Meu coração é um cálice de cristal puríssimo transbordante de licor de strega. Flambado, dourado. Pode-se ter visões, anunciações, pressentimentos, ver rostos e paisagens dançando nessa chama azul de ouro. Meu coração é o laboratório de um cientista louco varrido, criando sem parar Frankensteins monstruosos que sempre acabam destruindo tudo.
Meu coração é um poço de mel, no centro de um jardim encantado, alimentando beija-flores que, depois de prová-lo, transformam-se magicamente em cavalos brancos alados que voam para longe, em direção à estrela Veja. Levam junto quem me ama, me levam junto também. Faquir involuntário, cascata de champanha, púrpura rosa do Cairo, sapato de sola furada, verso de Mário Quintana, vitrina vazia, navalha afiada, figo maduro, papel crepom, cão uivando pra lua, ruína, simulacro, varinha de incenso.
Acesa, aceso - vasto, vivo.”

E me define, permanecendo indecifrável.

it had to be you



nothing can keep us together

casos de amor fofoca é sexy crônicas da vida trotes por aí meu infinito particular eu tenho cultura isso é arte vamos falar de sexo tudo de blog moda é vida carpe diem


don't you forget about me

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juillet 2009


i like it like that


6V Para Você
Allez Glam!
CosmoGirll
Dia de Beauté
Duas Libras
Fics Community
Goiabas Verdes Fritas *
Gween Black
Heartbreaker's
It Girls
Liliane Prata
Little Miss Twilight
No Sex And The City
Quarto de Hospital
Skip Intro
Style.com
Te Dou Um Dado?
The Last Poem
The Lovely Bitch
Vodca Barata
Vogue Brasil
Vogue França


all i want is everything

www.vaiprocurarsuaturma.com.br

would i lie to you?

já passaram por aqui, sem malícia

gossip girl

As you might have guessed, Upper East Sidders, prohibition never stood a chance against exhibition. Is human nature to be free. And no matter how long you try to be good... you can't keep a bad girl down.

2002 me trouxe aos blogs, com Refúgio de Calimië - com o qual permaneci até meados de 2005. Em 2006 os blogs deram lugar aos fotologs (um e dois). Em 2007 o tratamento quimioterápico fez com que retornasse aos blogs, com Quarto de Hospital, que durou de Junho a Dezembro. O gosto voltou, e Nobody Does It Better nasceu - com o qual entrei para o Tudo de Blog da Capricho. Com os problemas com o servidor, mudei para cá. "Sem Malícia" é uma expressão que costumava falar muito, sucedendo um comentário que poderia ser levado no duplo sentido (o que acontecia quase sempre). Então deixem um pouco de vocês (sem malícia!) e comentem! ;]


because i'm worth it

one two three four five six seven
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