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better.
jeudi 12 novembre 2009

Dois assuntos desconexos ~ 2 gossips

Ah, a mulher pisciana...

A mulher pisciana foi, possivelmente, a namorada da escola primária, secundária ou universitária de todos os homens, ou pelo menos eles assim queriam que tivesse sido. À sua feminilidade sonhadora e delicada, se junta uma sutileza, quase beirando o fingimento, que ela utiliza para exercitar a arte de envolver os homens em sonhos e fantasias.

Quem alimenta a fantasia de um sexo delirante, transcendente e além da imaginação, deve tentar se aproximar de um nativo de Peixes para conferir se tudo isso realmente existe. Não vai se arrepender, pois ele é mesmo capaz de concretizar seus sonhos mais absurdos. Só que Peixes, regido por Netuno, não dá de graça a chave dos seus mais úmidos segredos. Quer amor em troca. Precisa de muito carinho, gosta de colo, sussurros ao pé do ouvido e muitos beijos nos dedinhos do pé. Só abre a guarda se tiver garantias de fidelidade. Só entrega o ouro se conseguir o arco-íris como recompensa. Para um verdadeiro pisciano, sexo é a oitava maravilha do mundo, mas ele quer conhecer muito bem, antes, as outras sete.

Engraçado, eu sou exatamente assim - embora a maior parte só funcione se eu pensar metaforicamente. "Só entrega o ouro se conseguir o arco-íris como recompensa" é bem verdade, mas o ouro pra mim não é o sexo. É o sentimento, a vulnerabilidade, a disposição, o carinho... é o romance, em si. Esse é o meu ouro, é essa a parte que eu reluto tanto em dar... e é por isso que eu sempre me mantenho segura, distante e fria. I'm tryin' to change it...

Postei isso aqui só para me exibir um pouco - e também porque o primeiro parágrafo é tão relacionado ao post anterior!


I MEAN, SERIOUSLY?


Até então não tinha feito nenhum comentário sobre o vestido curto da guria da Uniban. Não fiz porque não achei necessário. Mas agora comecei a ler no Tudo de Blog um monte de posts dizendo que a menina pediu aquilo e/ou que não merecia metade das defesas. MACHISMO, OI?

PUTAQUEPARIU, não acredito que exista gente que diga algo assim, na face da Terra. Se são avós ou avôs com pensamento retrógrado e machista, é de certa forma entendível; mas ADOLESCENTES? PORRA. Vão tudo tomar no cu. Ela tá descumprindo alguma lei? Vocês entendem o conceito de livre arbítrio?

Sério, a única coisa que eu pensei é que a guria era meio gordinha e o vestido não caía bem, MAS NEM ERA CURTO DEMAIS. Esses tempos fui buscar meu namorado na faculdade e usei um vestido do mesmo comprimento (tudo bem que eu sou magra e o vestido ficou lindo, mas se alguém fizesse qualquer comentário iria sofrer). Se o vestido curto provoca? Ah, mas é claro. E quem não gosta de provocar? E de chamar atenção? Que atire a primeira pedra - eu posso atirar várias. Como boa attention whore narcisista e egocêntrica que sou, gosto de ser o centro das atenções, gosto de ser admirada, desejada, adorada, querida, etc. Eu também tenho um senso apurado de oportunidade e uma boa compreensão de público, sabendo onde cabe me colocar no holofote e onde não cabe. Mas o que define isso não é o comprimento do vestido ou o jeito que eu caminho, mas a atitude que EU decidir ter. E isso diz respeito ÚNICA e exclusivamente a mim.

Então assim, TOMAR NO CU. Ainda me surpreendo. O figurino de Gossip Girl e 90210 é composto por peças BEM MAIS CURTAS e só causam admiração. Condenável é essa atitude ridícula e machista. Sério mesmo.

No mais, amanhã é, aparentemente, dia de protesto - todo mundo de saia, AEEE! Vou pegar a menor que eu tiver.

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~ 12:33 nobody does it better.




lundi 9 novembre 2009

paradoxo rosa ~ 7 gossips

"O vestido era curto demais, o cabelo com mechas loiras demais, os gestos vulgares demais. A perna comprida estava inclinava para o lado, o salto alto vermelho no apoio do banco. Ele se aproximou, sem saber o que exatamente o atraiu.

Quando chegou perto, o primeiro cheiro que sentiu foi o álcool. Antes mesmo do perfume forte, sentiu o cheiro doce do Cosmopolitan rosa que enchia a taça e se deixava mergulhar pelos lábios femininos, entreabertos, molhados, convidativos. O batom quase vermelho manchava o vidro, o hálito quente borrava os resquícios de batom, o líquido rosa manchava a língua e escorria sem queimar a garganta.


Ela levantou os olhos, deparando-se com o verde azulado dos olhos dele.

- Prefiro tequila - explicou, os olhos cor-de-mel quase sem brilho. - Gosto de quando queima a garganta... mas Cosmopolitan é coisa de menina.

- Engraçado... - ele se aproximou, sentando no banco onde o pé coberto de vermelho se apoiava, a longa perna se extendendo a sua frente, o comprimento mínimo da barra do vestido quase deixando-o vislumbrar a calcinha fio-dental. - Eu sempre achei tequila uma bebida feminina.

- Tequila é uma bebida vulgar - ela continuou, desajeitadamente equilibrando um cigarro entre os dedos de unhas vermelhas e levando-o à boca. - Estou tentando terminar com esse hábito.

- Fumar?

- Ser vulgar - ela respondeu, rindo, como se a resposta fosse óbvia. Os cílios longos estavam cobertos de rímel embolotado, a sombra preta forte demais estava ligeiramente borrada nos cantos. - Você sabe, a classe é muito mais bem vista.

- Você parece ótima de onde estou - ele respondeu, um sorriso discreto nos lábios.

- Obrigada. Sou Astoria - ela estendeu a mão, as pulseiras douradas fazendo barulho equanto chocavam-se no pulso fino demais. - O prazer é todo seu."


Quando eu mostrei esse texto pro Yuri, dizendo que era muito eu, ele discordou. Disse que eu era nada assim, que eu era nada vulgar, nada esquecível, nada irrelevante... eu ri, gostei dos elogios, mas mantive a opinião.

Eu realmente não sou, assim, a olhos abertos. Eu sou daquelas das respostas incertas, cheias de possibilidades escondidas, que dança de olhos fechados sentindo a batida da música e ignorando o resto das pessoas em volta. Eu tenho vulgaridade - não essa vulgaridade explícita, decadente, de vestidos mínimos, salto alto e fio dental. Mas eu mantenho os vestidos mínimos, os saltos altos e o fio dental. E mesmo assim a vulgaridade é discreta, meio implícita, escondida nos gestos falsamente ingênuos e no tom de voz baixinho e despretensioso. E é engraçado como mesmo agindo quase opostamente à descrição, ela se encaixe tão bem comigo... porque, mesmo não exposta, ela está em mim.

E aí me vi pensando em como somos multifacetados, e quantas personalidades potenciais carregamos em nós. É engraçado pensar sobre isso com a consciência da nossa própria potência - mesmo que essa consciência seja limitada. Sobretudo quando eu sei que me contenho nos gestos, palavras, atitudes, iniciativas, ações, reações, respostas, perguntas - tudo isso para manter a personalidade então cuidadosamente construída, que embora autência também tenha sua dose razoável de artificialidade, aquela falsidade com o objetivo misturado de não magoar, não decepcionar e ao mesmo tempo agradar de uma forma fácil, que receba admiração e aumente o ego. Sempre o ego. E é engraçado também que para mim é tão fácil, tão natural e tão simples...

Não é falsidade, veja bem. Eu sou o que sou - mas sei que poderia ser diferente. Os extremos me atraem, e se quisesse poderia trafegar entre diferentes personalidades com uma facilidade grande. Em vez disso, permaneço no meio, brincando com os extremos de vez em quando, me divertindo num jogo leve de confundir, afastar e atrair, sabendo que nem de glamour nem de decadência sou feita, afinal. Sou feita de tudo isso, e de muito mais, e as pequenas características - e pequenas personalidades - deixam-se misturar e esconder e aparecer à superfície numa sincronia desordenada quase perfeita, formando exatamente o que eu sou.

Como diria o Yuri, um paradoxo
.

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~ 11:46 nobody does it better.





clah diz:
AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH
to namorando
Matheus. diz:
Q
clah diz:
AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAH
todo mundo fica tipo "até tu clah?" ou "quem foi que conseguiu esse feito?"
ninguém acredita :/
Matheus. diz:
ahahahahaha
sério
pra essa eu quoto e adapto gg
'clarissa doesn't do boyfriend'
ahahahahaha


Honestamente, não é porque eu sempre fui o tipo de pessoa I love love, just hate monogamy (citando Ella, a única personagem que presta de Melrose Place) que isso precisa ser tão inacreditável assim. AHAHAHAHAHA. Anyways, to feliz (:

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~ 07:53 nobody does it better.





Por alguns meses eu vivi o ócio, a estabilidade mais completa e talvez sem graça possível. Os trabalhos da faculdade feitos com afinco, o amor e a paixão dedicados a apenas um ideal provável e não tão próximo - a Moda, a carreira, as boas notas, o Allez Glam!. Nada de montanhas-russas, sentimentos fortes demais, nervosismo, ansiedade. Apenas certeza.

E eu gosto de pimenta
e ansiei por um universo barroco, e ele finalmente chegou. Foram dias longos, agitados e maravilhosos de Donna Fashion, companhias gostosas, entrevistas que nos fizeram sentir bem, lugares, posições e acessos VIPs que nos fizeram sentir melhor ainda, movimento, roupas, pessoas, champagne e muita moda. É o concurso da Lycra Future Designers, precisar correr contra o tempo, fazer, refazer, desfazer e esperar um resultado final satisfatório para em seguida enlouquecer novamente. É novos amigos, velhos amigos, saídas noturnas, agitação, nervosismo, uma montanha-russa tão deliciosa...

E eu fico perdida no meio, esquecendo o que antes fazia meu coração bater tão rápido. E pode me faltar foco, mas sobra excitação. Falta de tempo nunca é um problema quando ele sempre é gasto com prazer. E agora vou me recolher, dormir bem (afinal a saída de hoje de noite encontrou empecilhos...), e amanhã acordar e fazer todos os trabalhos de Desenho Técnico, Artístico, Ergonomia, Psicologia da Percepção e Projeto de Moda, que são os mais urgentes. O resto eu deixo para quando sobrar um tempinho. Porque é divertido quando o que te dava mais prazer nos últimos tempos se torna o mais desinteressante - e de repente tudo o que me entediava passa a me entusiasmar.

Oh, gosh. This is so good.

P.S.: tenho duas indicações de blogs para vocês! O primeiro, Primeiro Ato (AHAHAHAHA), é de uma bff minha que escreve de forma engraçadíssima. Pense Meg Cabot mais madura, mais sarcástica e mais afiada. Adoro! E o segundo é If You Seek Some Music (que não faz siglas pornográficas como faz If You Seek Amy), de um bff meu que também escreve de forma bem humorada, mas sobre música pop (e eu escrevi o post sobre a Britney! Corram para ler).

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~ 20:43 nobody does it better.




dimanche 20 septembre 2009

don't you want to? ~ 6 gossips

don't you want to be the one? don't you want to?
bang bang bang bang bang bang bang
don't you want to?
don't you want to hold the gun? don't you want to?
bang bang bang bang bang bang bang

(Bang, Bang - The Soho Dolls)


Metaforicamente, tudo o que eu sinto e penso agora. Ask me no questions and I'll tell you no lies...

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~ 14:02 nobody does it better.




mercredi 26 août 2009

De Arte e Inocência ~ 5 gossips

(quem não gosta de teorização sobre arte ou qualquer assunto um pouco mais exigente no campo do pensamento, favor pular para a segunda parte, que é a parte engraçada)

PARTE I: DA ARTE

Engraçado como, antes de eu ter História da Arte na faculdade, eu achava que o Renascimento era o mais perfeito estilo artístico; e digo perfeito no sentido conceitual, não apenas contemplativo. Pensava nas figuras de Renoir, Monet (que todo mundo no meu colégio adorava), e Van Gogh (que minha mãe sempre elogiou) e as considerava quase banais perto das imagens incríveis do Renascimento.

Não, não achava isso porque o Renascimento é limpinho, quase como um desenho, e Impressionismo desses artistas era de pinceladas aparentes e quase grosseiras. Eu gostava das pinceladas. Preferia o Renascimento por outro motivo - achava que era mais inteligente, por trazer temas tão mais interessantes, como a literatura, a religião e a mitologia, em contraponto aos temas simples do cotidiano dos impressionistas. Para que eu olharia para pessoas sem nome, tão comuns, se eu poderia olhar para coisas tão fantásticas como Paris e Helena?

Agora vejo que para os nossos olhos desinformados a arte Impressionista é fácil de se contemplar, mas difícil de se entender - porque, aos nossos olhos desinformados a arte Impressionista perde o contexto. Não percebemos que ela aconteceu logo após a descoberta da fotografia, em 1839, na França, numa época em que a reprodução mimética do Renascimento se tornava desnecessária; não percebemos o conceito que veio por trás disso. Courbet disse que o pintor só poderia pintar aquilo que já tivesse visto - então como existiriam tantos anjos em pinturas? Foi com o Impressionismo que a ideia de transmitir a sensação da cor (aquilo que faltava à fotografia) surgiu; foi no Impressionismo que as pinceladas apareceram para mostrar que aquilo não era nada além de uma pintura; foi no Impressionismo que as obras deixaram de representar e começaram a apresentar.



Eu poderia me prolongar (minha prova sobre Impressionismo teve seis páginas escritas...), mas não chegaria ao ponto a que quero chegar: a compreensão que temos e fazemos da arte Moderna e Contemporânea. Detesto gente que diz não gostar de arte Moderna. Não gostam porque não entendem - e não, nunca encontrei exceções à regra. Eu não sou uma grande autoridade em arte - acho que sei pouco, mas esse pouco me traz opiniões. E esse pouco foi o suficiente para destruir muitas das minhas verdades, então suponho o que seria destruído se eu soubesse muito...

Divagações à parte, estudei muito pouco de arte Moderna e Contemporânea - é o conteúdo que estarei estudando nesse semestre. Não quero criticar as artes anteriores, mas esse tipo de arte é mais difícil de se compreender (como foi, às mentes estruturadas pelos cânones renascentistas, de entender o Impressionismo). Nem todo mundo entende o Renascimento ou o Barroco, mas sabe apreciar; a pintura é limpa, exige técnica, tem tanta perfeição que parece te engolir. É fácil de apreciar, é fácil de contemplar, mesmo sem entender. O Impressionismo também - pode não ser tão perfeito em suas formas, mas ganha nas suas cores e delicadeza. Quem não suspira aos quadros de Degas? Eu sou suspeita para falar, eu sou absolutamente fanática por Degas; é, sim, fácil de se gostar - mas isso não o desmerece. As obras são maravilhosas - a minha preferida se encontra em Princeton, mas um dia eu vou ver ao vivo (e, caso eu seja milionária, vou fazer uma oferta irresistível e exibir a peça na sala da minha casa - ou no quarto, na intimidade, reservada apenas a minha apreciação). A arte Moderna e Contemporânea na maior parte das vezes não é tão bonita, não é tão trabalhada, não é tão detalhada... quanta gente desgosta da Pop Art por afirmar que não passa de cópia, sem nada artístico por trás?

Embora eu seja muito guiada pelas minhas impressões iniciais e subjetivas (eu gosto do quadro pela sensação que ele me passa, não pelo conceito que ele traz), eu aprendi a apreciar até os quadros que não me apaixonei, que me despertaram menos emoção ou até mesmo desgostei por me despertar emoções ruins.

Minha professora de História da Arte, maravilhosa, citou duas obras de arte Moderna:
- a primeira (e mais polêmica, na minha opinião), foi feita pelo italiano Piero Manzoni e chamada "Merda de Artista". E você pergunta: literalmente? LITERALMENTE. Consistia em uma série de 90 latas cheias de merda do próprio artista. Cada lata foi vendida a preço de ouro - cada grama de merda valia o mesmo preço do grama do ouro. E você pergunta: foram vendidas? SIM, foram vendidas.
- a segunda (e mais interessante, na minha opinião), foi feita pelo francês Yves Klein e chamada "O Vazio". Consistia em uma galeria de arte branca e completamente vazia. Ponto.
A discussão que na maior parte das vezes envolve a arte Moderna é "se tudo é arte, nada é arte. se uma gosma espermática ou um bule velho de café podem ser arte, qualquer leigo, sem o mínimo talento para a arte, poderia se perguntar: por que não eu também?". Como eu falei ali em cima, não é toda a obra de arte que vai tocar você, emocionar você, fazer você se apaixonar e pensar que aquilo, ah, aquilo sim é arte; é o mesmo com os livros, não é? Quantos clássicos aclamados você não leu e pensou que aquilo não lhe dizia nada? E isso não desmerece o livro o autor. A comparação de livros com obras de arte é infeliz, mas achei que serviria para essa situação em especial. Enfim, MOVING ON.

Curiosamente, essas obras quiseram resgatar um pensamento que já era dito por Leonardo Da Vinci - sim, renascentista: arte é coisa mental. Ou seja, ela não serve simplesmente para ser apreciada por sua beleza, mas por seus questionamentos, ideias, enigmas, enfim. Quanto de paradoxal não existe na obra de Manzoni? E quanto para se pensar não vem da obra de Klein? Admito que fiquei por horas pensando sobre o assunto depois dessa primeira aula, e não parei mais - precisei vir escrever, principalmente porque hoje visitei a exposição do museu do MARGS. É esse o tipo de arte que, para mim, é a verdadeira arte. A Monalisa é aclamadíssima, mas ela te faz viajar? Ela te faz refletir? Ela te faz questionar as tuas verdades e as tuas ideias?

E finalizo com uma teoria: a arte Moderna depende muito mais da capacidade de compreensão do observador do que do talento do artista. Por isso não gosto de quem não gosta de arte Moderna.

(e não, eu não entendo todas as obras de arte Moderna - loooonge disso, muito longe disso. Sei com facilidade dizer as que me tocam e as que não, mas não é simples decifrar a mensagem - se existe uma - ou o questionamento de todas as obras. O desafio que me é interessante)




PARTE II: A INOCÊNCIA

Então, como eu disse, eu fui na exposição do MARGS. Já posso dizer que vi ao vivo quadros de Renoir, Cézanne, Picasso, Van Gogh, Courbet, Manet, Monet, Matisse, Dali, Miró, Gauguin... e tantos outros que não lembro agora - mas acho que esses nomes são suficientes para dar uma ideia da sensação, não é? Eu e a minha mãe não queríamos mais sair da frente do quadro "Rosa e Azul", do Renoir. O que é a expressividade do rosto da menininha menor? Incrível. Incrível. E, não, a foto do computador não chega nem aos pés.

Mas não é disso que vim falar... no segundo andar do prédio estavam dispostas obras mais recentes que ainda traziam ligação com as ideias surgidas no Realismo e Impressionismo. Foi numa dessas que me deparei com um quadro de uma mulher, os seios de fora, o rosto quase coberto por um líquido lindo que refletia uma paleta de cores maravilhosa. Refletia azul claro, amarelo, lilás, rosa claro, branco... a vontade era de ficar observando o trajetório do líquido pelo rosto e pelos ombros e perceber cada cor mostrada ali.

Foi quando eu virei para a Júlia e disse:

- Júlia, olha que lindos os reflexos na água! Tem tantas cores... olha que liiiindo!

E ela, muito gentilmente, me respondeu:

- Clah, não é água.

E eu, muito ingênua e inocentemente, rebati:

- Mas claro que é, o que mais pode ser?

E ela, quase envergonhada com a minha ignorância, murmurou:

- Clah... não é água.

Foi então que eu me deparei com o título da obra - O ALVO - e percebi do que ela estava falando.

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~ 14:40 nobody does it better.





For the first time in a real real real LONG time, I'm really really really sad. And the worst part is, I know that there is nothing I can do, and it still won't go away.

Another funny thing: the last thing I wrote here I wrote for something else. But somehow, in a creepy and sick way, it seems like I wrote it for NOW.

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~ 15:02 nobody does it better.




mercredi 15 juillet 2009

champagne supernova ~ 1 gossips

How many special people change?
How many lives are living strange?
Where were you while we were getting high?

E de repente a culpa não é minha e nem tua. Só é da constatação de que não existem mais semelhanças entre nós, e a diferença não mais nos une. Só nos resta a separação, a degradação inexorável da relação tão fragilmente construída durante dias, semanas, meses, anos. E é uma pena, principalmente quando o sentimento ainda existe - e se eu te amo, mas me entedio com você, o que eu faço? E se eu amo todos vocês, mas todos vocês me entediam, me fazem duvidar do laço construído, me fazem querer romper (apenas por um instante, ao qual se segue uma pitada de arrependimento)... o que eu faço?

How many special people change?
How many lives are living strange?
Where were you while we were getting high?

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~ 18:31 nobody does it better.




mardi 7 juillet 2009

oh yeah ~ 3 gossips

life is a bitch and so am I. beware.

engraçado como umas merdas que acontecem me fazem rir e me divertir com a idéia do que isso vai causar. a raiva é um sentimento engraçado. quando ela se direciona a alguém com quem não nos importamos, ela acaba nos dando certa dose de diversão.

pelo menos eu sou assim. e eu me arrependeria antes que seja tarde demais, se eu fosse você. porque sabe como é, não é exatamente bom (para você) estar na minha lista negra. poucas, bem poucas pessoas estiveram lá; é raro alguém conseguir realmente me tirar do sério a ponto de me fazer gastar energia; mas quando acontece... bom, vamos dizer que não sou eu quem saio mal da história.

you know, life is a bitch. and so am i. b-e-w-a-r-e.
(e depois não diga que eu não avisei)

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~ 14:38 nobody does it better.




samedi 4 juillet 2009

Quer me dar um presente? ~ 3 gossips

Me dá um apartamento em qualquer lugar, menos nesse cu de mundo fimdomundoputaquepariupiorlugarqueexiste. Eu morava ATÉ NO CENTRO, que é uma bosta, pra sair daqui. Agora... onde é aqui?

É o fim do mundo, onde não existem pessoas, nem lojas, nem lugares legais pra se ir. É onde os ônibus passam a cada uma hora, demoram duas pra chegar a lugares que chegaríamos em 10 minutos de carro - e que são sempre lugares ruins, o que obrigariam o usuário a pegar ainda outro ônibus. É o isolamento total, o não contato com a humanidade, a perda de si mesmo no nada.

Assim, no hospital era péssimo (não tinha sky, o banheiro era ruim, o colchão era ruim, a comida era ruim, não tinha minhas roupas e era meio pequeno), mas principalmente por dois fatores: oi, quimioterapia e, obviamente, o isolamento. Grandes merda morar aqui, é uma lembrança diária da porcaria do hospital, isolada e fechada do mundo, vendo tudo acontecer e sem poder agir. E a internet é ruim (porque, oi, é o fim do mundo); pelo menos no hospital ela pegava direito.

Eu muito raramente me boto na posição de vítima. E quando eu digo muito raramente, digo assim duas vezes por década. Mas isso é algo que eu faria quase qualquer coisa pra mudar. E eu tenho plena noção do quanto "quase qualquer coisa" engloba - minhas exceções seriam beeeem poucas.

Não precisa nem ser Paris, não precisa nem ser New York, não precisa nem ser São Paulo, eu agüento esperar - se enquanto eu estiver em Porto Alegre eu não estiver na parte morta.

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~ 15:06 nobody does it better.




lundi 22 juin 2009

www.allezglam.com ~ 0 gossips

Isso mesmo! No Backstage mudou, agora é WWW.ALLEZGLAM.COM! E vocês não têm noção de como isso tá me fazendo feliz - o layout mudou, tá super profissional, super lindo e super glam! Acessem:

ALLEZ GLAM!

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~ 13:49 nobody does it better.





Acabei caindo na área da Moda, parte das artes visuais - tão subjetivas, tão indescritíveis, tão inexplicáveis. Curioso para alguém que é acostumado às palavras, como eu sempre fui. E de repente a subjetividade parece me engolir, e chega a um ponto que eu quase perco a capacidade de descrever os sentimentos.

Sentimentos são descritíveis - não de uma forma completamente racional e palpável, mas de uma forma simbólica, sinestésica e sensitiva. Talvez você não precise descrever o sentimento - contanto que faça o leitor senti-lo, a tarefa estará cumprida.

E, no entando, me vejo tomada de tantos sentimentos que essa confusão toda se torna ilegível no papel. Ou na tela do computador.

E o computador abre portas prum mundo inteiro e mesmo assim me sinto presa, jogada na calçada de Porto Alegre, na parte quieta - quieta demais - em que nada, absolutamente nada, acontece. E daí cabe a mim fazer acontecer, e quando se tem outras prioridades isso acaba se tornando impossível. E quero romper as barreiras, e ir além, e fazer o que tiver vontade, e ter romance sem amor, e ter amor sem romance, e quero barulho, movimento, dinâmica, infinitude, repetição, clímax, teatralidade - quero um universo Barroco nas minhas mãos.

E não posso conseguir isso sozinha, por mais Barroca que eu seja.

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~ 22:10 nobody does it better.





De uns tempos para cá eu andei pensando muito - mais do que o normal - sobre moralismos e hipocrisias. Não vou me alongar sobre a moral - cada um tem a sua e eu só abomino a da sociedade. Porque para uma sociedade contra a exclusão, a nossa moral é bastante excludente - e não vou reclamar muito, já que eu sou um fator importante na população excludente.

E quem sou eu? Eu já falei aqui, eu sou todas as garotas que vão avaliar você pelo quão magra você é ou quão bem vestida você está.

Sim, eu estou me dando a exageros - e não ultimamente, sempre fui assim. É claro que minhas afinidades não se reduzem a essas duas qualidades e eu as ignoro na maior parte do tempo; bem verdade, eu as analiso sempre, mas as relevo também. Só as boto em prática caso eu não conheça você ou não goste de você (e quer ofensa mais divertida do que encher a boca e berrar GOR-DA? Por favor, gordinhas, não me matem, só estou sendo sincera).

Obviamente o que me incomoda não se trata do fator excludente, mas da própria moral em si - e quer algo mais imoral do ofender alguém pelo seu peso? Desgosto da moral quando ela impõe qualquer coisa que não me seja conveniente, e, como boa controversa que sou, isso se dá diariamente. E causa tremores principalmente porque mesmo a rejeitando dentro da minha vida, não vou criticar você por viver sua vida de maneira extremamente moralista; mas admita - se eu agisse de qualquer forma contra sua doutrina, você viria para cima de mim com seus dogmas e discursos sobre os quais eu rio em silêncio.

Como isso é curioso - os mais moralistas são os mais imorais quando se trata de respeitar os estilos de vida das outras pessoas.

Mas eu disse que não iria me alongar e isso foi há alguns parágrafos atrás, então voltemos ao principal objeto de discussão: a hipocrisia, oh, que delícia! Outro fato curiosamente imoral é a inexistência de hipocrisia. Explico: que você faça, que você pense, mas nunca fale em voz alta. Engraçado, não é? O moralismo acaba sendo o combustível perfeito da hipocrisia, minha bela amiga de quem sinto nojo.

Estava passeando pela internet quando me deparei com uma curiosa frase criticando os seres humanos por criarem máquinas e se tornarem dependentes delas - e você, meu caro amigo que escreveu a frase, meu caro amigo que a está exibindo - não é você também um dependente? Como pode criticar as pessoas que fazem exatamente o que você faz?

Por isso sou contra os radicalismos. Por isso e vários outros motivos.

Na última semana terminei um trabalho para a faculdade que gerou mais discussões em sala de aula - e dessa vez a ingenuidade também me surpreendeu. Engraçado como as pessoas mais moralistas acabam sendo ingênuas - seja por falta de auto-conhecimento, seja por medo de encarar a realidade. Você sabe do que eu estou falando. Você faz isso sempre. Quando lhe perguntam uma coisa, você responde com certeza absoluta e, quando qualquer situação semelhante acontece, você age diferente à sua resposta. Não é que você seja mentiroso - o moralismo apenas o cegou, porque admitir os próprios desejos, medos, sonhos, planos, ambições (ambições, que coisa horrível!) é imoral. E assim você os ignora, e não sabe que será condenado secretamente à infelicidade.

E você condenada o meu mundo, condena como eu vivo a minha vida - de forma tão imoral, tão sem pudor e tão falsa. Falsa - sim, falsa. Eu sou aquele tipo de pessoa que sou simpática quando me é conveniente, que falo com você quando me é conveniente, que faço de conta que gosto de você para conseguir o que eu quero. E você vai me culpar por isso? Caro amigo, você é igual - a diferença entre nós é a lucidez, que eu tenho e lhe falta.

Você condena minha futilidade - e não percebe que o burro é você, incapaz de perceber a profundidade nas coisas ou de aprecias as coisas superficiais. Se você tiver um tempinho, por favor, leia Lipovetski, aprenda um pouco e me poupe dos seus discursos. Você condena o que eu mais amo, você abomina a Moda - porque você não a entende, você não a conhece e a gente costuma não gostar das coisas que não entendemos. Você pensa que Moda é tendência e lhe falta subjetividade para assimilar a arte. Você não gosta das aparências, porque a vaidade é um pecado e pecar é imoral. Eu já lhe disse, mas eu vou avisar outra vez: a infelicidade é sua sina, é melhor mudar agora ou se acostumar a isso.

E você jura que não venderia seu corpo ou sua alma ou seus valores ou seus princípios, não interessa o motivo. Mas saiba agora, antes que lhe seja tarde: quem mais tem princípios, mais os quebra durante a vida. E não falo isso para lhe criticar - é claro que faço, mas talvez venha a precisar de você no futuro, é melhor me garantir. E quando digo que faria quase qualquer coisa - quase qualquer coisa mesmo - para conseguir o que eu quero, você arregala os olhos. Mas no fim do dia, amigo, eu me mantive fiel aos meus princípios. Tenho bem poucos e todos bem egoístas (partindo do pressuposto que o bem dos meus próximos se dá por egoísmo), de modo que não os quebrarei enquanto os tiver.

E você... você irá quebrá-los, um dia, com ou sem intenção. E isso lhe fará mal - porque a quebra da promessa lhe causa violência, e o manter a promessa também. Veja, amigo, você não tem saída.

Nos encontraremos no futuro - e descobriremos que enquanto você lutou pelos princípios demais que você tinha, eu estive me divertindo e sendo feliz. Essa felicidade que você talvez nunca conheça. Por isso, amigo, pense bem. Pense bem antes de consolidar seus princípios. Porque caráter só tem quem crious seus próprios, sem absorver os impostos pela sociedade. E pense ainda melhor quando tentar me fazer engolir essas bobagens - porque mais cedo ou mais tarde, você irá engolir minha felicidade. Só lhe falta a lucidez.

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~ 22:07 nobody does it better.




vendredi 8 mai 2009

sem malícia... ~ 13 gossips

Eu não consigo evitar ser cruel. Eu não consigo evitar me entediar com as pessoas. Eu não consigo evitar fazer comentários cruéis sobre qualquer pessoa que passe por mim. Eu não consigo evitar pensar que eu sou melhor do que você, mais magra do que você, mais bonita do que você, mais inteligente do que você. E na maioria das vezes eu realmente sou tudo isso.

Eu não consigo evitar desejar o que eu não posso ter, eu não consigo evitar amar e odiar as mesmas pessoas, sempre. Eu não consigo evitar atuar vinte e quatro horas por dia, até o ponto em que ninguém percebe e nem eu percebo.

Martini Azul, como Amanda escreve, e como eu sou. Atenção e atuação, sem pudor, sem juízo, sem amor e um caso eterno repousa sozinho no sofá da sala em que nunca vou. O coração quebrado por mim mesma é colado com Martini e não acaba com minhas manias; de enrolar o cabelo com os dedos, de comprimir os lábios ou de fazer pose para todos os espelhos. Era especial, tinha algum dom que cegava, e tinha algo de bom dentro de mim. O lado ruim é que ninguém conseguia enxergar além da atuação. O lado bom é que ninguém percebia que era uma atriz. You've got a good heart, you should give it to someone who cares.

E eu não ligo. Me importo com bem poucas pessoas além de mim mesma e sempre me importo mais comigo. Às vezes eu fico nostálgica e sinto falta de coisas que nem vivi, mas desejei. Não sinto mais falta das coisas que passaram, não quero que nada volte, não quero o que teve um fim - mal acabado mal falado mal resolvido, mesmo assim fim. Quero o novo, o inexperiente, o que ainda não aconteceu. E quero logo.

E então eu ouço músicas bonitas que só me fazem rir, e ver que o que eu quero talvez nem seja isso. Sem malícia. Sem malícia, não me sobra nada.

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~ 11:51 nobody does it better.




jeudi 30 avril 2009

Aleatórios ~ 4 gossips

- sobre minha vida pseudo-glam: segunda-feira passada fui no desfile da Zóide no Quartier Latin; entramos no backstage, conhecemos o pessoal, foi bem legal. Mas depois começou a festa e tava meio ruim, então tipo 1h30 a gente pegou um táxi e foi pro Beco. MUITO bom. Cheguei em casa amanhecendo. No último domingo teve desfile da Milka; fui, também conheci o backstage, e entramos como imprensa no VIP. Também foi muito bom. E vocês podem ler mais sobre os desfiles e backstages em nobackstage.blogspot.com.

- sobre Gossip Girl: acabei de lembrar que, quando eu tava na sexta série, eu fiz um site sobre a minha turma e o meu colégio em que havia várias seções; falava sobre professores, agendas de provas, comentários e livro de recados e, finalmente, a seção que todo mundo mais gostava: uma só de fofocas. Eu e minha colega recolhíamos as fofocas que diziam respeito aos nossos colegas durante o dia e publicávamos de noite. Clarissa, a Gossip Girl lifestyle since 1991.

- sobre uma coisa que eu não suporto: cara, esse é o meu blog. E fala da minha vida. Se determinada pessoa faz parte da minha, obviamente, em algum momento, vou citá-la aqui. Se determinada pessoa tem uma opinião que eu acho ridícula e que convém para exemplificar um post, eu vou citá-la aqui. E as pessoas não entendem que há uma diferença entre considerar uma opinião ridícula e uma pessoa ridícula. Se eu critiquei algo que tu disse não to TE CRITICANDO, porra. To só comentando algo sobre a MINHA visão de mundo e exemplificando com tua opinião escrota - o que não quer dizer que eu te acho escrota, cara pessoa. Aliás, eu considero escrota metade das opiniões de quase todo mundo que eu conheço - e isso não quer dizer que eu goste menos das pessoas. E eu não vou ficar discutindo com ela porque eu não concordo com a opinião porque, oi, é a opinião dela. Só acho que se eu quero usar uma opinião aleatória que por acaso algum conhecido meu também tem não é motivo para tempestades.

- sobre outra coisa que eu não suporto: sabe, minha mãe é super feminista e fica puta quando eu começo a reclamar que mulher é tudo chata. Mas vamos combinar que é mesmo. A coisa que mais me irrita (e que é comum a 99% dos seres dessa espécie) é o fato de que, se elas ficam chateadas, elas não falam que ficam chateadas. Elas ficam mandando charadinhas e fazendo comentários cifrados que por detrás do significado superficial tem uma mensagem oculta que devemos decifrar. SEFODER né. Depois vem elas dizer que não entendem porque guri faz isso ou aquilo. Sou a favor das coisas bem preto e brancas: se magoou, FALA. Não gostou, FALA. Não quer, FALA. Nada de ficar "ai mimimi ele fez isso e nem viu que to mal mimimi". Gente, não viemos com bola de cristal embutida! (btw, eu tenho uma percepção muito forte e eu percebo a mensagem subliminar que vem embutida tipo assim SEMPRE. Mas eu ESCOLHO ignorar esse tipo ESCROTO de comunicação, ok. Então essa técnica não adianta comigo)
P.S.: isso vale para homens com tendência mulherzinha também.

- sobre a minha ausência: eu sei, EU SEI que eu to ausente da vida das pessoas que eu mais amo ultimamente. E eu sei que isso é necessário, porque eu tenho colocado minha faculdade ou a construção da minha carreira em primeiro plano. Considero meu novo blog um passo importantíssimo para isso, então não me preocupo em perder tardes configurando html ou editando fotos para fazer um post legal, isso sem falar em noites ou tardes em que vou a eventos para cobrir e depois comentar no blog. E sim, eu escolho ir a esses lugares e gastar meu tempo com a minha carreira. Mas isso não significa que eu não sinta saudade ou falta dessas pessoas na minha vida - eu sinto, demais, eu amo todos vocês e queria que vocês estivessem sempre comigo. Mas quero carreira no mundo da Moda e eu aprendi que o destino não existe para quem não faz o seu. Então eu preciso construir o meu, e já tá na hora.

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~ 10:25 nobody does it better.





Eu já escrevi sobre isso uma vez (mas faz tanto tempo, e eu mudei tanto...), mas eu não consigo evitar.

Eu tava agora há pouco fuçando no orkut de uma ex-colega e vi uma foto dela, atual, com algumas das nossas amigas daquela época. Pessoas com quem eu falo de vez em quando, que eu quase nunca vejo, com quem me importo pouco - e isso pelo que vivemos naquele passado, porque o presente é vazio. E naquela época eu pensava ingênua que seríamos best friends forever, e o mundo estaria aos nossos pés... arrisco inclusive dizer que, naquela época, eu era muito mais amiga delas do que essa ex-colega em questão. Ironicamente hoje eu não sou nada.

É impossível pensar sobre amizades perdidas sem pensar nas Musas - nunca falei delas aqui, porque hoje elas também representam pouco mais do que nada, mas houve uma época em que elas eram tudo. Claro, com as Musas foi diferente - foi uma ruptura brusca, triste, sofrida. Não foi gradual, com a perda de contato aumentando e a comum negligência que eu tenho com meus amigos (peço desculpas, aliás). O que interessa é que com as Musas eu também pensava ingênua que seríamos best friends forever, e o mundo estaria aos nossos pés... e não foi assim que aconteceu, não é?

Penso no presente, nessas bem poucas pessoas que significam o mundo para mim e eu acredito - ingenuamente? - que sempre significarão. O que vai acontecer com a gente? Há alguns meses na praia eu conheci pessoas maravilhosas, e desde lá não nos encontramos mais. Uma delas, inclusive, foi uma dessas pessoas que nos tocam profundamente e a gente quer tê-las sempre junto, mas também não a vi mais; temos vidas diferentes, caminhos diferentes, responsabilidades diferentes. E, afinal, não é assim com todas as pessoas? A separação, a perda do contato, o fim de um relacionamento que exigiu (ou não, às vezes é tão natural) tanto esforço é o curso natural das coisas?

Sim, eu sei que eu sou negligente - e muitas vezes sem querer, muitas vezes com pessoas que eu gosto muito. Mas excluindo esses casos, posso dizer com certa segurança que só me afastei das pessoas que escolhi me afastar, ou que escolhi não me esforçar. Duvido que minha vida pudesse ser melhor do que é hoje - as pessoas que tenho hoje e os contatos que escolhi manter são os melhores que poderia. Mas e se tivesse acontecido diferente? E se eu tivesse ficado em outro grupo de amigos, ou se eu tivesse me apaixonado outras vezes, ou se eu tivesse correspondido, e se eu tivesse feito tudo diferente?

Esses dias eu estava na Saraiva esperando uma amiga chegar e peguei um livro da Carol Teixeira, chamado Verdades & Mentiras; é um livro de crônicas, desses que falam sobre tudo e que você pode ler repetidas vezes. Ela tem uma visão bem parecida com a minha sobre quase todas as coisas e, em determinado ponto, ela se questiona sobre nossas escolhas e sobre as vidas que acabamos deixando de viver em conseqüência (eu queria a citação exata, mas não achei).

E isso me faz pensar, o que acontece com as vidas que não vivemos?

O que teria acontecido se eu tivesse dito "sim", ou "eu também"? O que teria acontecido se eu não tivesse criado tantas expectativas e então me frustrado, e a partir disso me construído? Ou se eu tivesse pensado mais e escolhido melhor? E o que teria acontecido se fosse tudo o contrário? Se eu tivesse escolhido pior ainda, se eu tivesse me construído diferente, se eu tivesse feito as coisas para chegar a outros lugares? O que teria acontecido se eu não tivesse ficado doente e perdido um ano? Quais as experiências que eu teria tido e perdi? O que teria acontecido com a gente? Como teria sido minha formatura? E, principalmente - como seria minha cabeça hoje? E se eu tivesse me apaixonado quando não me apaixonei, ou não tivesse me apaixonado quando o fiz?

E se você tivesse me escolhido em vez de escolher ela? Eu teria conhecido ele? E teria escolhido você ou ele? Você poderia ter me amado?

E se você não tivesse voltado atrás? Nós teríamos algum futuro? Eu teria conhecido ele?

E se nada nos interrompesse e eu dissesse "sim"? As coisas seriam boas ou eu agiria como costumava agir? E mesmo com tudo interrompendo, e se você ainda fosse apaixonado por mim? Onde nós estaríamos?

E se tudo isso acontecesse agora, ou pelo menos algum desses fatos? Para onde vão as vidas que não vivemos? E se eu quiser vivê-las agora? Sentimentos confusos, nostalgia, vontades diferentes por coisas diferentes... e eu não sei, e eu não tenho respostas - e talvez nem queira.

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~ 13:09 nobody does it better.




lundi 6 avril 2009

Donna Fashion Iguatemi ~ 3 gossips

E esses últimos dias foram uma loucura - e como eu gosto de exibir as partes da minha vida que soam super glam, lá vamos nós de novo.

Sexta-feira eu estava no BarraShopping com a Jú, e ela comentou que era o penúltimo dia de Donna Fashion, no que eu perguntei quais marcas desfilariam. Como nenhuma de nós sabia, fomos até uma banca de revistas procurar na Zero Hora e descobrimos que uma das marcas a desfilar era a Cori. Como tem loja da Cori no Barra, eu logo me propus a ir lá tentar conseguir um convite - e fomos, e conseguimos. Foi aí que a correria mais ou menos começou: fomos pra casa da Jú, ela trocou de roupa, eu peguei um sapato emprestado (eu estava de sapatilha e não adianta, eu preciso de salto para sair de noite). Fomos pro shopping Iguatemi (do outro lado da cidade) e finalmente entramos.

A inspiração do Donna Fashion Inverno 2009 era a França (é o ano da França no Brasil, afinal), por isso tudo era meio francês; foram montados looks homenageando estilistas franceses, a mini praça de alimentação era de culinária francesa (Boulangerie, Patisserie e Bistrot), tudo tinha um toque francês. Para quem é viciada nesse país, nessa cultura, nesse idioma, nessa Moda (como eu), foi uma delícia.

Como a Jú é fotógrafa profissional, nos aventuramos tirando fotos dos looks das pessoas para postar no meu novo blog de moda em parceria com uma amiga. Nós assistimos ao desfile da Hugo Concept e conseguimos entrar como imprensa no desfile da Cori (sem palavras, LINDO). Sábado de tarde eu fui encontrar a Jú no Barra, para ela vir aqui para casa; nós fomos, torramos no sol esperando o ônibus por quase uma hora (porque a minha mãe tinha saído na hora que supostamente iria nos buscar, he), e finalmente chegamos em casa; nos arrumamos e fomos. Primeiro paramos na C&A, porque a gerente operacional regional da C&A é prima da minha mãe (super chique) e tinha conseguido, mesmo de última hora, entrada VIP pra mim e pra Jú pros desfiles do dia (super legal, ela! Eu e a Jú ficamos muito felizes). E daí fomos, mais fotos, mais anotações compulsivas no bloquinho de papel, mas looks registrados. Tudo uma delícia.

Ainda fomos depois para uma festa, mas a Jú começou a se sentir meio estranha por causa do que tinha comido e acabamos voltando cedo; não eram três horas quando chegamos em casa. Domingo foi uma correria também - fui pra casa da Jú, passei algumas fotos pro pen drive (um sacrifício, porque levei meus dois pen drives e nenhum deles queria funcionar! Legal que os dois são 4GB, mas um tava livre e outro só tinha 2GB livre, e eu não podia apagar o conteúdo; obviamente, foi esse último que funcionou, então não consegui pegar todas as fotos. Mas também, a Jú tirou quase mil e quinhentas fotos nesses dois dias!), e, da casa da Jú fui direto para a casa da minha tia (era aniversário dela). Cheguei em casa umas dez horas, MORTA de sono, e fui passar as fotos pro computador, para editar e postar no novo blog de Moda.

Então, todo mundo: http://nobackstage.blogspot.com, ok?

Na foto sou eu, na primeira fila, ahahaha! Isso é no sábado. As fotos menores são da sexta. E eu sei que nessa foto grande eu pareço gorda, mas EU NÃO SOU OK. Sou magricela (pode conferir no meu orkut), e a foto divertida da cadeira mostra que eu não sou gorda. Achei importante lembrar, AHAHAHAHAHA. Mas gente, eu não tenho preconceito contra pessoas gordas, sério mesmo. Eu só prefiro ser magra, só isso.

Que fim-de-semana delicioso... E hoje ainda tivemos palestra sobre as tendências 2010 com o pessoal do site UseFashion, muito boa. Adoro respirar Moda.

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~ 10:01 nobody does it better.





Há alguns dias eu descobri um pote de pimenta aqui em casa. Sabe como é, as pimentas cortadinhas em pedaços bem pequenos e mergulhadas em água, de modo que a água também absorve aquela acidez. Desde então, passei a utilizar pimenta em todas as refeições: lasanha com pimenta, pizza com pimenta, churrasco com pimenta; hoje eu ainda acrescentei pimenta na salada e depois no sorvete (!!), e ficou uma delícia.

E isso me fez pensar - eu adoro a pimenta forte, queimando a boca, enchendo os olhos de lágrimas. Talvez por isso minha bebida preferida seja tequila - adoro quando desce queimando. Eu sou assim, aliás, com todos os temperos; gosto dos gostos fortes, amargos, doces, marcantes. E vi que eu sou assim em todos os aspectos da minha vida.

Não sou uma pessoa do meio termo, do quase ou da tranquilidade do depois. Sou uma pessoa das emoções intensas, que está sempre muito feliz, muito entusiasmada, muito braba, muito triste, muito nostálgica, muito apaixonada; sou aquela pessoa que prefere a ansiedade do antes - o depois é pura calmaria, eu gosto mesmo é de tempestade. Gosto dos gritos, gosto do frio na barriga, gosto daquela sensação de quando você está se apaixonando e não sabe se é recíproco, gosto da conquista, gosto do olhos nos olhos que antecede o beijo, gosto do toque das mãos logo antes de se entrelaçarem, gosto do coração batendo forte e da sensação de que você vai chorar por sentir tanta coisa ao mesmo tempo. Gosto de não conseguir pensar, de abraçar com força, de chorar até desidratar, de rir até doer a barriga, de beijar até deixar a boca inchada, de dançar até encharcar as roupas de suor e os pés reclamarem por causa da dor; gosto dos extremos, gosto das incertezas, gosto das surpresas e também gosto do controle. Sou pura antítese, paradoxo e intensidade: gosto de tudo e de todos, ao mesmo tempo que os desprezo. E gosto de gostar, e gosto de desprezar. Gosto de me apaixonar, de ficar mal por qualquer motivo, de ganhar o dia com uma simples ligação - gosto dos sentimentos em montanha-russa. Gosto de beijos intermináveis, gosto da pele na parede fria e no corpo quente, gosto das sensações mistas e do gosto de outra pessoa na minha boca. Gosto por pouco tempo e gosto por uma eternidade; gosto desde o nunca até o sempre, sempre mais, sempre excesso. Gosto das bebidas mais fortes, dos temperos mais marcantes, dos cafés mais amargos e tenho apetite voraz. Gosto dos venenos mais lentos e mais letais. Gosto de ser a mesma todos os dias, ou de cada dia ser uma pessoa diferente; gosto de encarnar personagens, gosto de sonhar acordada e gosto de ser adorada. Gosto das festas mais poderosas, gosto de me descontrolar e gosto de ter o controle. Gosto de chocar as pessoas, gosto de ser diferente, e gosto de ser igual. Gosto de chamar a atenção e gosto de ser discreta - gosto de me destacar e de passar despercebida. Gosto das delícias mais soltas, dos gestos mais loucos e dos desejos mais vulgares.

Eu tenho desejos maiores, eu sou pura pimenta - antítese, paradoxo e intensidade. Espero que você venha preparado.

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~ 16:11 nobody does it better.




lundi 9 mars 2009

é pra comer? ~ 11 gossips

(gente, esse texto é sobre sexo. se você é puritano, muito religioso, machista demais, criança ou tem parentes próximos ao computador, favor fechar a página)

Esses dias eu tava lendo um post da Bel no blog Ato ou Efeito (ADORO os posts dela), e fiquei pensando sobre a questão por bastante tempo. Digo - o que exatamente diferencia uma mulher pra comer de uma pra casar? Mostrei o texto pro meu melhor amigo e ainda comentei que estava pensando em deixar de parecer vadia, e a começar a criar uma imagem mais de boa moça, ladylike (embora eu seja super ladylike quando eu quero). E deu em...

  • clah diz: eu não SOU vadia. eu PAREÇO vadia. e né, decidi que vou aparentar ser uma boa moça
  • lukinhas diz: eu acho que tu é, com todo respeito
  • clah diz: que eu sou boa moça ou vadia?
  • lukinhas diz: segunda opção

Ok, eu não sou o tipo de menina santinha/virgem/envergonhada e cheia de mimimis. Pausa para fazer um parênteses: eu sou fresca para caralho e cheia de mimimis sim quando se trata de comida, ambientes ou higiene; mas não tenho papas na língua e nem frescuras, principalmente quando o assunto é sexo (e, vamos combinar, todo mundo adora falar de sexo). Continuando: sim, eu sei que faço o tipo bagunceira, como a Bel bem descreveu no texto - mas não, eu não sou vadia. Pelo menos não na concepção machista e pejorativa que existe hoje em dia. Então, com a curiosidade despertada, perguntei para um outro amigo (muitíssimo incorreto e cafajeste e às vezes pau no cu com as meninas que ele pega) o que, para ele, diferenciava a menina pra comer da menina pra casar.

  • Marcelo diz: pra casar, tem que ser a mina que nunca deu anal, nem nunca chupou, mas como ela te ama, ela faz ambos. tem que ser bonitinha, mas não linda, que nem as pra comer, que tem um qi de 50. (e eu não te acho vadia. te acho espontânea, sincera)

Não interessando o parênteses, eu fiquei absolutamente PUTA. Não acho que ser promíscua é a solução da vida das pessoas, mas tu quer fazer isso - VAI LÁ E FAZ. Quem eu sou pra te impedir? E, principalmente: QUEM SOU EU PRA TE JULGAR? (E aqui entra um mérito muito importante: a maioria das pessoas tem uma pressa incrível para julgar as pessoas pelos seus atos, e super se esquecem de cuidar de si mesmas. Eu não suporto essa característica, embora conheça muita gente que eu gosto muito que age dessa forma; mas, por isso mesmo, eu me policio a todo momento para não repetir esse tipo de atitude que, além de injusta, é ridícula). De qualquer jeito, já diria Voltaire "não concordo com uma única palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte o vosso direito de dizê-la" - e eu repito. E aliás vou me repetir: se tu não quer fazer isso (ou QUALQUER coisa) com a tua vida, legal; mas nem por isso tu (ou qualquer pessoa) tem o direito de julgar/condenar/repreender quem quer ou quem faz.

Agora voltando para o assunto em voga, eu fiquei absolutamente PUTA. E disse...

  • clah diz: então eu não posso chupar meu namorado porque senão deixo de ser mina pra casar? então eu tenho que ter determinada aparência perante à sociedade se quiser ter a esperança de estipular um laço duradouro? então eu tenho que fingir ser quem eu não sou pra agradar alguém que vai se ENGANAR com a minha falsidade? ah, então o cara pode muito bem ter vontade de chupar a guria e ela não? aí a mulher tem que se REPRIMIR com medo do que vai PARECER? VAI TOMAR NO CU, sério (não tu, homens em geral).

Conversei ainda com outro amigo que... concordou totalmente com o Marcelo. Mais uma vez, fiquei muito PUTA. E no fim conclui que para mim isso não faz muita diferença - eu nunca namoraria algum cara que tivesse esse tipo de preconceito primitivo e, para usar um eufemismo, burro. Curiosamente, algum tempo depois o Marcelo começou a reclamar da guria que ele está ficando porque ela é mimimi e fresca demais.

E deixem-me fazer outro parênteses: eu sei que homens são chatos, complicados e cheios de preconceitos e machismos, mas vamos combinar que mulher é MUITO CHATA também. Eu particularmente não tenho saco pra guria que fica de mimimi porque fulaninho não gosta dela (MOVE ON, GATA) ou porque acha nojentinho chupar o cara (SERIOUSLY?!) ou porque mimimi sou feia boba e chata (MUDA ISSO, PORRA) e etc. De modo que isso reduziu a população aceitável de mulheres a meio por cento.

O caso do Marcelo era esse: ele ficava ficando com umas cinco duas gurias ao mesmo tempo, e uma delas tava simplesmente puta com ele por isso. E aí eu pergunto: ele assinou algum contrato de monogamia? Ele fez alguma promessa de casamento? Ele foi falso/canalha ou enganou a menina? NÃO, NUNCA. E pergunto mais: ele é atencioso/querido quando tá com ela? Ele valoriza ela quando eles estão juntos? Ele é um amor com ela? SIM, ELE É. E daí vem uma grande dúvida que eu tenho em relação às mulheres em geral: se vocês não têm compromisso, por que você, ó menina fresca e cheia de mimimis, prefere se concentrar em como ele age quando ele está LONGE de você (se isso não te interessa) em vez de pensar em como é quando está COM você (que é a única coisa que importa)?

E foi então que rolou o tal diálogo:

  • Marcelo diz: mas ela podia dar uma canja né? cara, ela não põe nem a mão na minha nuca, nem nada, parece uma boneca de plástico.
  • clah diz: VIU? vai dizer que agora tu não prefere uma guria que chupa etc?
  • Marcelo diz: rá, se prefiro
  • clah diz: ironia...?
  • Marcelo diz: não, prefiro mesmo

E DAÍ COMOFAS/

Finalmente, depois de muito tempo, decidi conversar com outros dois amigos... e foi daí que:

  • Matheus diz: a grande maioria das garotas de quem eu gostei eram intensas. não mediam palavras, não se importavam para o que os outros pensam e nem por isso eu achava que elas eram só pra comer. eu gosto de garotas de personalidade forte e tudo mais. O que ela vai fazer na cama? Não importa, realmente. Claro que eu vou querer que a guria com quem eu esteja queria fazer de tudo. Eu também quero. Então, se tem uma coisa que eu exigirei (pq nunca namorei, né) é compromisso. Se está comigo, é pra estar comigo. Se o cara faz distinção entre 'pra casar' e 'pra comer', de certo ele vai viver em castidade, pq nunca mais vai transar se casar. Além do mais, o único sentido de 'pra casar' e 'pra comer' pra mim é duração. Saca, sem ligar a esteriótipos ou qualquer coisa, mas nunca julguei isso antes de ficar com uma garota, pq pra mim um quer dizer 'vou continuar com ela, gostei' e o outro 'não rola mais'.
  • clah diz: AHAHAHAHAHA, sou tua fã agora (:
  • Matheus diz: sei lá... na verdade isso deve ser alguma coisa psicológica ligada à mãe que freud explica. a maioria dos homens gosta de sexo, mas, sei lá, pega nojinho da menina que faz. isso não faz sentido, né? hahaha
  • clah diz: NENHUM SENTIDO. depois as mulheres que são complicadas

e

  • Eduardo diz: por exemplo, vamos dizer que a gente tenha se conhecido semana passada ta? ficamos e tal, dai rola uma parada meio forte algum dia. dai tudo bem, é meio rapido, mas se tu ta namorando ou se ta ficando mais serio nao da pra te julgar. eu te conheci com 18 anos, tu nao me conhecia antes e tinha liberdade pra chupar e dar pra quem quiser ué. agora que a gente ta junto, é pra mim que tu faz isso UIAHEUIAH mas antes, pouco importa

O que me traz à conclusão desse post: o mundo não está perdido. E o que diferencia uma mulher pra casar de uma pra comer? To pouco me fodendo - não me interessa.

E só pra fazer um último comentário: depois de um tempo, o Marcelo me perguntou quantos caras eu já fiquei na minha vida toda e ficou muito surpreso quando eu respondi 26. Ele contou que a menina fresca e mimimi (que eu citei acima, com quem ele estava brabo) havia ficado com uns 30 caras só nas duas semanas de festa em Bariloche, e olha que ela é... super fresca e mimimi. E como eu, uma puta vadia vagabunda menina sincera, espontânea, bagunceira e sem papas na língua, que faz sexo quando tem vontade e não se deixa dominar por imposições toscas da sociedade podia ter ficado com menos de 30 caras?

E eu respondo: porque eu realmente só levo em conta a minha vontade. E, homens, por favor: pensem mais de uma vez antes julgar alguma mulher.

P.S.: estou esperando os comentários pau no cus, podem jogar pedra.

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~ 14:40 nobody does it better.





Então eu decidi digitar e postar trechos de diários antigos. Não trazem opiniões, mas trazem romances, reflexões, sensações; coisas que na época eram quase segredos e hoje resolvo expor. Vou tentar postar no primeiro fim-de-semana do mês, pelo menos, e acho que em alguns meses eu termino (já que o diário começa há pouco mais de dois anos). Depois que escrever os posts antigos, começo os atuais :) Espero que gostem. Para mim, foi super divertido reler tudo isso (btw, tem de tudo; é um prato cheio pra quem gosta de livros de romance).

Ah, eu vou botar uma tag em todos os textos da série dizendo "Crônicas da Vida"; quando eu terminar, é só clicar na tag que aparecerão todos os textinhos. Então luz, câmera e ação!

20 de Maio de 2006

Meigo, não? Ele disse que me ama. Pena que não ame amais... quê? Sim, ele não me ama mais:

Shopping sábado. Amigo me abraçou, me beijou no rosto, e me chamou de linda (apelidos básicos). Ele ficou sério, ficou frio, ficou estranho. Amigo dele quis ir no cinema. Ele convenceu minha mãe. Cinema. Clah talvez não possa ir pois amiga depende dela para voltar para casa. Ele, já brabo, é orgulhoso e insensível. Clah entra no jogo e tem a mesma atitude. Ele e Clah têm uma briga silenciosa. Casa de amigas. Amiga fala que Clah tá errada e mostra os motivos. Clah se arrepende e amiga a convence a ligar para ele. Clah liga. Ele é orgulhoso e estúpido. Clah engole absurdamente bem o orgulho. Combinam de se encontrar no outro dia.

Bom, agora cansei de narrar os fatos desse jeito. Vou voltar ao normal.

Depois de ler algumas páginas do Gossip Girl - Do Jeito Que Eu Gosto, me levantei e fui caminhar e parei na frente da estante de livros da Nora Roberts - inusitado? Então eu ouvi "moça, precisa de ajuda?". Aquela voz! Me virei, "oi", eu disse. E ele perguntou "tudo bem?". Dei um sorriso triste, "acho que não". Estava me sentindo culpada e não queria brigar com ele. E fiquei surpresa e mais culpada quando ele disse "não seja por isso" e me deu o melhor abraço que já recebi em toda a minha vida. Gosh, isso tá tão patético. Nós caminhamos, sentamos num banco, conversamos. Eu me desculpei, eu me irritei, eu entreguei uma carta e eu chorei. Ele me beijou. Nós fizemos as pazes.

06 de Junho de 2006

Sexta eu ia numa festa com umas amigas e com ele, mas ele ficou doente e não pôde ir. Ok, não vou negar que fiquei, no mínimo, contrariada, mas não ia deixar de ir para isso. Então eu liguei para ele e ficamos uma meia hora no telefone. Pulando a parte que ele me chama de Angelina Jolie e de sexy, que a gente ficou falando coisas bobinhas e bonitinhas, e que a gente ficou viajando... antes de desligar ele baixou a voz e falou, claramente brabo/magoado: "bom, então vai, aproveita bastante, mas pensa vem no que tu fizer... e vê se consegue não deixar muito cara babando... tchau", e DESLIGOU. Simplesmente desligou! Ok. Eu respirei fundo, fui pra festa; pulando a 1h do desfile, a 1h inicial de pagode e a 1h final de eletrônica, as 2h que restaram estavam ótimas!

19 de Junho de 2006

É só que ele tava tão desamparado... e ele já tinha feito isso comigo. E eu não sabia que podia fazer isso com ele. E de repente eu me dei conta: ele gosta de mim, de verdade. E o pior é que, com toda aquela estupidez do sábado, eu tinha completamente desencatado. Eu gosto dele, sei lá, é só que... não é o que eu pensei que fosse.


P.S.:
o próximo texto sai assim que eu tiver vontade, provavelmente no máximo até o primeiro fim-de-semana de Abril.

P.P.S.: ontem foi meu aniversário de DEZOITO ANOS. Quero muitos comentários de parabéns, ok? Beauty queen of only eighteen...

P.P.P.S.: entrei pro Ilhabela Queens! Olha que lindo o selinho ali do lado :)

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~ 16:51 nobody does it better.




you know you love me

i'm a little bit of everything, all rolled into one; i'm your hell, i'm your dream, i'm nothing in between

pimenta e barroco

Sou um pouco Belle du Jour, o coração partido por mim mesma em mil pedaços de caleidoscópio. Não sei amar, não sei perder, não sei viver de um jeito diferente. Não sei.

you say i'm a bitch like it's a bad thing


nobody does it better

orkut
Allez Glam!
fanfiction
fotolog
blog de moda
quarto de hospital


only in your dreams

Clarissa Réos Wolff, gaúcha de dezoito anos, pisciana (exatamente como Einstein) e leonina de coração (vai entender?). É apaixonada por arte e acredita que escrever é uma delas. Gosta de escrever fanfics e atualmente escreve e planeja um livro de comédia romântica e outro de drama psicológico. Cursa Design de Moda na UniRitter, e acredita que moda também seja arte. Sonha em trabalhar com John Galliano ou Georgina Chapman, ser colaboradora da VOGUE, viajar pelo mundo inteiro e morar em Paris.

É viciada em livros (demais!), filmes (assiste a Cruel Intentions todos os meses) e seriados. Atualmente acompanha Gossip Girl, Greek, 90210, Melrose Place, Two and a Half Men, 24 Horas, House, Brazil's/America's Next Top Model, Desperate Housewives, The Hills, Bones e One Tree Hill (Brooke Davis é um de seus alteregos: "She was fiercely independent, Brooke Davis. Brilliant and beautiful and brave. In two years, she grown more than anyone I've ever known. Brooke Davis is gonna change the world someday, and I'm not sure if she even knows it", por Lucas Scott), mas nunca esquece Sex and the City, Gilmore Girls (até hoje nutre certa paixão platônica por Logan Huntzberger) e suas séries do coração, The O.C. e Veronica Mars (outro alterego...).

Venera John Casablancas, Marcel Duchamp e Audrey Hepburn, adora Scarlett Johansson e é viciada em Megan Fox. Adora escutar músicas - que a façam dançar ou despertem diferentes sentimentos - e tem paixão especial por trilhas sonoras de seus seriados preferidos. Acha que Maroon 5, Bitter:Sweet e The Soho Dolls têm as músicas mais sexies ever e acredita na supremacia de Britney Spears na cultura pop. Tem abstinência quando fica muito tempo sem dançar, adora sair, comprar, ir ao cinema, viajar e fazer coisas diferentes. Diversão é uma filosofia de vida. Sempre está apaixonada: pela vida, pela noite, pelo dia, por ideias, e, principalmente, por si mesma.

Tá vendo, até mesmo as deusas perfeitas têm um lado meio piranha.


you're the one that i want

Caio Fernando de Abreu escreveu:

“Meu coração é um bordel gótico em cujos quartos prostituem-se ninfetas decaídas. Meu coração é um traço seco. Vertical, pós-moderno, coloridíssimo de neon, gravado em fundo preto. Puro artifício, definitivo. Meu coração é um entardecer de verão, numa cidadezinha à beira-mar. A brisa sopra, saiu a primeira estrela. Há moças na janela, rapazes pela praça, tules violetas sobre os montes onde o sol se pôs. A lua cheia brotou do mar. Os apaixonados suspiram. E se apaixonam ainda mais. Meu coração é um sorvete colorido de todas as cores, é saboroso de todos os sabores. Quem dele provar, será feliz para sempre.
Meu coração é um filme noir projetado num cinema de quinta categoria. A platéia joga pipoca na tela e vaia a história cheia de clichês. Meu coração é um cálice de cristal puríssimo transbordante de licor de strega. Flambado, dourado. Pode-se ter visões, anunciações, pressentimentos, ver rostos e paisagens dançando nessa chama azul de ouro. Meu coração é o laboratório de um cientista louco varrido, criando sem parar Frankensteins monstruosos que sempre acabam destruindo tudo.
Meu coração é um poço de mel, no centro de um jardim encantado, alimentando beija-flores que, depois de prová-lo, transformam-se magicamente em cavalos brancos alados que voam para longe, em direção à estrela Veja. Levam junto quem me ama, me levam junto também. Faquir involuntário, cascata de champanha, púrpura rosa do Cairo, sapato de sola furada, verso de Mário Quintana, vitrina vazia, navalha afiada, figo maduro, papel crepom, cão uivando pra lua, ruína, simulacro, varinha de incenso.
Acesa, aceso - vasto, vivo.”

E me define, permanecendo indecifrável.

it had to be you



nothing can keep us together

casos de amor fofoca é sexy crônicas da vida trotes por aí meu infinito particular eu tenho cultura isso é arte vamos falar de sexo tudo de blog moda é vida carpe diem


don't you forget about me

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would i lie to you?

já passaram por aqui, sem malícia

gossip girl

As you might have guessed, Upper East Sidders, prohibition never stood a chance against exhibition. Is human nature to be free. And no matter how long you try to be good... you can't keep a bad girl down.

2002 me trouxe aos blogs, com Refúgio de Calimië - com o qual permaneci até meados de 2005. Em 2006 os blogs deram lugar aos fotologs (um e dois). Em 2007 o tratamento quimioterápico fez com que retornasse aos blogs, com Quarto de Hospital, que durou de Junho a Dezembro. O gosto voltou, e Nobody Does It Better nasceu - com o qual entrei para o Tudo de Blog da Capricho. Com os problemas com o servidor, mudei para cá. "Sem Malícia" é uma expressão que costumava falar muito, sucedendo um comentário que poderia ser levado no duplo sentido (o que acontecia quase sempre). Então deixem um pouco de vocês (sem malícia!) e comentem! ;]


because i'm worth it

one two three four five six seven
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