nobody does it 

better.

Há alguns dias eu descobri um pote de pimenta aqui em casa. Sabe como é, as pimentas cortadinhas em pedaços bem pequenos e mergulhadas em água, de modo que a água também absorve aquela acidez. Desde então, passei a utilizar pimenta em todas as refeições: lasanha com pimenta, pizza com pimenta, churrasco com pimenta; hoje eu ainda acrescentei pimenta na salada e depois no sorvete (!!), e ficou uma delícia.

E isso me fez pensar - eu adoro a pimenta forte, queimando a boca, enchendo os olhos de lágrimas. Talvez por isso minha bebida preferida seja tequila - adoro quando desce queimando. Eu sou assim, aliás, com todos os temperos; gosto dos gostos fortes, amargos, doces, marcantes. E vi que eu sou assim em todos os aspectos da minha vida.

Não sou uma pessoa do meio termo, do quase ou da tranquilidade do depois. Sou uma pessoa das emoções intensas, que está sempre muito feliz, muito entusiasmada, muito braba, muito triste, muito nostálgica, muito apaixonada; sou aquela pessoa que prefere a ansiedade do antes - o depois é pura calmaria, eu gosto mesmo é de tempestade. Gosto dos gritos, gosto do frio na barriga, gosto daquela sensação de quando você está se apaixonando e não sabe se é recíproco, gosto da conquista, gosto do olhos nos olhos que antecede o beijo, gosto do toque das mãos logo antes de se entrelaçarem, gosto do coração batendo forte e da sensação de que você vai chorar por sentir tanta coisa ao mesmo tempo. Gosto de não conseguir pensar, de abraçar com força, de chorar até desidratar, de rir até doer a barriga, de beijar até deixar a boca inchada, de dançar até encharcar as roupas de suor e os pés reclamarem por causa da dor; gosto dos extremos, gosto das incertezas, gosto das surpresas e também gosto do controle. Sou pura antítese, paradoxo e intensidade: gosto de tudo e de todos, ao mesmo tempo que os desprezo. E gosto de gostar, e gosto de desprezar. Gosto de me apaixonar, de ficar mal por qualquer motivo, de ganhar o dia com uma simples ligação - gosto dos sentimentos em montanha-russa. Gosto de beijos intermináveis, gosto da pele na parede fria e no corpo quente, gosto das sensações mistas e do gosto de outra pessoa na minha boca. Gosto por pouco tempo e gosto por uma eternidade; gosto desde o nunca até o sempre, sempre mais, sempre excesso. Gosto das bebidas mais fortes, dos temperos mais marcantes, dos cafés mais amargos e tenho apetite voraz. Gosto dos venenos mais lentos e mais letais. Gosto de ser a mesma todos os dias, ou de cada dia ser uma pessoa diferente; gosto de encarnar personagens, gosto de sonhar acordada e gosto de ser adorada. Gosto das festas mais poderosas, gosto de me descontrolar e gosto de ter o controle. Gosto de chocar as pessoas, gosto de ser diferente, e gosto de ser igual. Gosto de chamar a atenção e gosto de ser discreta - gosto de me destacar e de passar despercebida. Gosto das delícias mais soltas, dos gestos mais loucos e dos desejos mais vulgares.

Eu tenho desejos maiores, eu sou pura pimenta - antítese, paradoxo e intensidade. Espero que você venha preparado.

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~ 16:11 nobody does it better.




you know you love me

i'm a little bit of everything, all rolled into one; i'm your hell, i'm your dream, i'm nothing in between

pimenta e arte

Sou um pouco Belle du Jour, o coração partido por mim mesma em mil pedaços de caleidoscópio. Não sei amar, não sei perder, não sei viver de um jeito diferente. Não sei.

you say i'm a bitch like it's a bad thing


nobody does it better

twitter x tumblr x tumblr2 x facebook

Fuck Nicole
Hands Like Secrets
Arquivo Allez Glam!
Vida Nada Modelo

Antes de 2008: blog de música do Kzuka, fanfiction, outro blog, um fotolog antigo...


only in your dreams

first days of spring

Clarissa Réos Wolff, gaúcha, 21 anos, pisciana (com um grande quê de leonina). Cursou dois anos de Design de Moda na UniRitter e atualmente cursa Comunicação Social na UFRGS. Adoraria ser atriz da Broadway.

É apaixonada por coisas demais. Livros, filmes, seriados, divas do cinema de antigamente, Audrey Hepburn, Marilyn Monroe, Rita Hayworth, Brigitte Bardot, Anna Karina e Natalie Wood, pimenta, sushi, Coca Zero, café com chocolate, aliás qualquer coisa com chocolate, backstage, Adam Levine, Natalie Portman, Johnny Depp, Scarlett Johansson, Blake Lively, Jensen Ackles, trilhas sonoras de seriados, músicas nervosas, músicas gostosas, músicas tristes, passear sem rumo pelo centro de Porto Alegre, pelo Moinhos de Vento e pela Paulista, Beco203, Duchamp, Degas, Warhol, dançar até doerem os pés, Jägermeister, Cosmopolitan, Starbucks, livrarias, madrugadas, ficar sozinha em casa, saltos altos, sapatilhas, ouvir música a todo volume, suspense, lápis de escrever, cumplicidade, apresentar bandas novas pras melhores amigas, indicar filmes e livros, cultura inútil, fofoca de celebridade, chick lit, papelarias, personagens de livros, tumblr, mais tumblr, twitter, galerias, paixões platônicas, história de amor ou desamor, músicas lindas e tristes em volumes baixos, exageros, estrago, Barroco, homens com barba por fazer, músicos, escritores, aliás artistas em geral, John e Julian Casablancas, shows de bandas boas, narcisismo, história, história da Europa, francês, Marie Antoinette, Paris, aliás qualquer coisa ligada à França, outono, glamour, glamour decadente, inspiração, escrever, fotografia, arquitetura, moda, música, cinema, literatura, arte, ...

Duas tatuagens, por enquanto. Vícios demais em músicas, livros, filmes e seriados. Ambivalência completa. Intensidade também.


forget the horror here.


you're the one that i want

Caio Fernando de Abreu escreveu:

“Meu coração é um bordel gótico em cujos quartos prostituem-se ninfetas decaídas. Meu coração é um traço seco. Vertical, pós-moderno, coloridíssimo de neon, gravado em fundo preto. Puro artifício, definitivo. Meu coração é um entardecer de verão, numa cidadezinha à beira-mar. A brisa sopra, saiu a primeira estrela. Há moças na janela, rapazes pela praça, tules violetas sobre os montes onde o sol se pôs. A lua cheia brotou do mar. Os apaixonados suspiram. E se apaixonam ainda mais. Meu coração é um sorvete colorido de todas as cores, é saboroso de todos os sabores. Quem dele provar, será feliz para sempre.
Meu coração é um filme noir projetado num cinema de quinta categoria. A platéia joga pipoca na tela e vaia a história cheia de clichês. Meu coração é um cálice de cristal puríssimo transbordante de licor de strega. Flambado, dourado. Pode-se ter visões, anunciações, pressentimentos, ver rostos e paisagens dançando nessa chama azul de ouro. Meu coração é o laboratório de um cientista louco varrido, criando sem parar Frankensteins monstruosos que sempre acabam destruindo tudo.
Meu coração é um poço de mel, no centro de um jardim encantado, alimentando beija-flores que, depois de prová-lo, transformam-se magicamente em cavalos brancos alados que voam para longe, em direção à estrela Veja. Levam junto quem me ama, me levam junto também. Faquir involuntário, cascata de champanha, púrpura rosa do Cairo, sapato de sola furada, verso de Mário Quintana, vitrina vazia, navalha afiada, figo maduro, papel crepom, cão uivando pra lua, ruína, simulacro, varinha de incenso.
Acesa, aceso - vasto, vivo.”

it had to be you



nothing can keep us together

casos de amor fofoca é sexy crônicas da vida trotes por aí meu infinito particular eu tenho cultura isso é arte vamos falar de sexo tudo de blog moda é vida carpe diem


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já passaram por aqui, sem malícia

gossip girl

As you might have guessed, Upper East Sidders, prohibition never stood a chance against exhibition. Is human nature to be free. And no matter how long you try to be good... you can't keep a bad girl down.

2002 me trouxe aos blogs, com Refúgio de Calimië - com o qual permaneci até meados de 2005. Em 2006 os blogs deram lugar aos fotologs (um e dois). Em 2007 o tratamento quimioterápico fez com que retornasse aos blogs, com Quarto de Hospital, que durou de Junho a Dezembro. O gosto voltou, e Nobody Does It Better nasceu - com o qual entrei para o Tudo de Blog da Capricho. Com os problemas com o servidor, mudei para cá. "Sem Malícia" é uma expressão que costumava falar muito, sucedendo um comentário que poderia ser levado no duplo sentido (o que acontecia quase sempre).


because i'm worth it

one two three four five six seven
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