nobody does it 

better.

Não gosto de aceitar situações que não quero aceitar ou de me resignar em algo que não está bom. Não gosto da covardia e do medo de mudar algo - pelo medo de que piore, em vez de melhorar. Não gosto de saber que certas coisas permanecem, e que muitos dos meus clichês se repetem de forma patética. Não gosto de constatar que algumas coisas me atingem, mesmo sabendo que posso manter a classe e superar com facilidade. Não gosto de saber que me atingem, realmente - não só a situação em si, mas todas as suas ramificações - mesmo que eu saiba lidar com isso melhor do que a maior parte das pessoas. Não gosto de saber que tudo isso, tudo isso é um grande clichê, é uma dessas histórias que me contaram e eu pensei superiormente que jamais me deixaria cair na mesma situação. Não me deixo cair - mas não gosto de saber que, não fosse determinadas posturas que tenho, eu cairia antes mesmo de perceber, e não gosto de saber que muitas vezes escorrego e perco o equilíbrio, mas junto as forças e o recupero antes que seja tarde demais. Não gosto da ideia de ficar/estar dividida entre duas situações - dois sentimentos, dois mundos, dois passados - e que nenhuma das duas é a resposta, nenhuma das duas pode ser resolvida, e que tudo isso só serve para confundir ainda mais. Outro grande clichê.

Gosto do passado quando são lembranças boas e distantes - não gosto do passado quando ele resolve assombrar o presente e confundir o futuro. Quero enterrá-lo com um epitáfio bonito e esquecer certas coisas que pensei, senti, planejei, achei, desejei. Quero enterrá-lo com um epitáfio bonito, arrancar as folhas velhas dos cadernos e deixar que permaneçam só as brancas. Esperando que alguma história feliz seja escrita. Como um belo novo clichê.





P.S.: me deparei esses dias com um trecho de uma música que ouvia repetitidamente em um passado distante, um passado que não foi tema desse post. Lembrava pouco da música, da letra, do título, da banda - mas fui atrás, reouvi, relembrei, ressenti tantas coisas... e a parte engraçada é que, mesmo sem traduzir nada do que eu disse aqui, ela de certa forma traduz... de forma subjetiva, que talvez só eu entenda - porque é muito mais melodia do que letra, muito mais sentimento do que compreensão.

P.P.S.: o título do post veio da letra da música e também não tem relação exata com o que escrevi. Mas é engraçado como nas minhas visitas a cadernos velhos e arquivos antigos do computador achei cartas sem ou com destinatário, mas que nunca seriam enviadas. Ainda as escrevo. Nesse mês, foram duas - para pessoas diferentes, sentimentos diferentes, passados diferentes... mais duas cartas que jamais atingirão seu propósito. Só servem para expressar aquilo que jamais saberão que foi assim.



EDIT - embora algumas coisas na minha vida não tenham ocorrido da forma como eu esperava (e como tiveram coisas assim!...) eu preciso dizer que realmente estou feliz. Mesmo com as tristezas, com a raiva, com as pequenas crises que de vez em quando aparecem, com a nostalgia que invade algumas madrugadas... tem tanta coisa boa também. Até a parte ruim de certa forma é boa - me faz sentir tão viva, pulsante, inspirada. Com tanto sentimento preso precisando sair - e sai sempre na forma escrita, em textos guardados que eu vou adorar reler daqui a alguns anos. E tem tanta coisa nova aparecendo, acontecendo!... Espero que essas coisas boas continuem. E só venham a melhorar.

Libellés :


~ 12:03 nobody does it better.




you know you love me

i'm a little bit of everything, all rolled into one; i'm your hell, i'm your dream, i'm nothing in between

pimenta e arte

Sou um pouco Belle du Jour, o coração partido por mim mesma em mil pedaços de caleidoscópio. Não sei amar, não sei perder, não sei viver de um jeito diferente. Não sei.

you say i'm a bitch like it's a bad thing


nobody does it better

twitter x tumblr x tumblr2 x facebook

Fuck Nicole
Hands Like Secrets
Arquivo Allez Glam!
Vida Nada Modelo

Antes de 2008: blog de música do Kzuka, fanfiction, outro blog, um fotolog antigo...


only in your dreams

first days of spring

Clarissa Réos Wolff, gaúcha, 20 anos, pisciana (com um grande quê de leonina). Cursou dois anos de Design de Moda na UniRitter. Adoraria ser atriz de Hollywood.

É apaixonada por coisas demais. Livros, filmes, seriados, divas hollywoodianas de antigamente, Audrey Hepburn, Marilyn Monroe, Rita Hayworth, Brigitte Bardot e Natalie Wood, pimenta, sushi, Coca Zero, café com chocolate, aliás qualquer coisa com chocolate, backstage, Adam Levine, Natalie Portman, Johnny Depp, Scarlett Johansson, Blake Lively, Jensen Ackles, trilhas sonoras de seriados, músicas nervosas, músicas gostosas, músicas tristes, passear sem rumo pelo centro de Porto Alegre, passear sem rumo pelo Moinhos de Vento, Beco203, Duchamp, Degas, Warhol, dançar até doerem os pés, Jägermeister, Cosmopolitan, livrarias, madrugadas, ficar sozinha em casa, saltos altos, sapatilhas, ouvir música a todo volume, suspense, lápis de escrever, cumplicidade, apresentar bandas novas pras melhores amigas, indicar filmes e livros, cultura inútil, fofoca de celebridade, chick lit, papelarias, personagens de livros, tumblr, twitter, galerias, paixões platônicas, história de amor ou desamor, músicas lindas e tristes em volumes baixos, exageros, estrago, Barroco, homens com barba por fazer, músicos, escritores, aliás artistas em geral, John e Julian Casablancas, narcisismo, história, história da Europa, francês, Marie Antoinette, Paris, aliás qualquer coisa ligada à França, outono, glamour, glamour decadente, inspiração, escrever, fotografia, arquitetura, moda, cinema, literatura, arte, ...

Uma tatuagem, por enquanto. Vícios demais em músicas, livros, filmes e seriados. Ambivalência completa. Intensidade também.


forget the horror here.


you're the one that i want

Caio Fernando de Abreu escreveu:

“Meu coração é um bordel gótico em cujos quartos prostituem-se ninfetas decaídas. Meu coração é um traço seco. Vertical, pós-moderno, coloridíssimo de neon, gravado em fundo preto. Puro artifício, definitivo. Meu coração é um entardecer de verão, numa cidadezinha à beira-mar. A brisa sopra, saiu a primeira estrela. Há moças na janela, rapazes pela praça, tules violetas sobre os montes onde o sol se pôs. A lua cheia brotou do mar. Os apaixonados suspiram. E se apaixonam ainda mais. Meu coração é um sorvete colorido de todas as cores, é saboroso de todos os sabores. Quem dele provar, será feliz para sempre.
Meu coração é um filme noir projetado num cinema de quinta categoria. A platéia joga pipoca na tela e vaia a história cheia de clichês. Meu coração é um cálice de cristal puríssimo transbordante de licor de strega. Flambado, dourado. Pode-se ter visões, anunciações, pressentimentos, ver rostos e paisagens dançando nessa chama azul de ouro. Meu coração é o laboratório de um cientista louco varrido, criando sem parar Frankensteins monstruosos que sempre acabam destruindo tudo.
Meu coração é um poço de mel, no centro de um jardim encantado, alimentando beija-flores que, depois de prová-lo, transformam-se magicamente em cavalos brancos alados que voam para longe, em direção à estrela Veja. Levam junto quem me ama, me levam junto também. Faquir involuntário, cascata de champanha, púrpura rosa do Cairo, sapato de sola furada, verso de Mário Quintana, vitrina vazia, navalha afiada, figo maduro, papel crepom, cão uivando pra lua, ruína, simulacro, varinha de incenso.
Acesa, aceso - vasto, vivo.”

E me define, permanecendo indecifrável.

it had to be you



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casos de amor fofoca é sexy crônicas da vida trotes por aí meu infinito particular eu tenho cultura isso é arte vamos falar de sexo tudo de blog moda é vida carpe diem


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gossip girl

As you might have guessed, Upper East Sidders, prohibition never stood a chance against exhibition. Is human nature to be free. And no matter how long you try to be good... you can't keep a bad girl down.

2002 me trouxe aos blogs, com Refúgio de Calimië - com o qual permaneci até meados de 2005. Em 2006 os blogs deram lugar aos fotologs (um e dois). Em 2007 o tratamento quimioterápico fez com que retornasse aos blogs, com Quarto de Hospital, que durou de Junho a Dezembro. O gosto voltou, e Nobody Does It Better nasceu - com o qual entrei para o Tudo de Blog da Capricho. Com os problemas com o servidor, mudei para cá. "Sem Malícia" é uma expressão que costumava falar muito, sucedendo um comentário que poderia ser levado no duplo sentido (o que acontecia quase sempre).


because i'm worth it

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