nobody does it 

better.
dimanche 6 décembre 2009

I'm damaged ~ 2 gossips

"Se sua partida é mesmo inevitável, se seu sonho é mesmo indispensável, se sua vida é mesmo impenetrável, vá logo de uma vez. Não permita que eu me apegue e faça planos, não me deixe crer no que não há verdade. Vá antes de borrar minha maquiagem, ferir minha coragem, antes que eu jogue meus instintos de sobrevivência definitivamente pela janela do prédio como se não me importassem mais sentimentos próprios. Não provoque meus medos, não confunda meu discernimento e não destrua meu equilíbrio. Apenas vá."

"Sou de gêmeos. Um signo de ar, mutável. Eu me distraio com tudo e você não imagina a facilidade que eu tenho de viajar sem sair do lugar. (...) Esqueço com impressionante rapidez do meu interesse. Ah, as coisas ficam tão mais fáceis desse jeito! Você não sabe, Menino, mas eu machuco as pessoas. Eu faço com que elas se apaixonem por mim como um desafio, como uma criança testando seus limites. Então enjoo do meu jogo e não dou explicações. Destruo corações que se abrem pra mim com tanto esforço, na esperança de terem encontrado alguém legal. Ainda dá pra você fingir que não me viu."

(Verônica H.)

Sou de peixes, mas afora isso a descrição poderia ser minha. E seria, exatamente, há algum tempo atrás. Não fui quebrada - nasci assim, e assim permaneci, até alguém pegar meus pedaços e juntar novamente. E não foi você quem fez isso - quem fez isso veio antes, veio antes e permaneceu - e você não precisaria fazer muito. Eu não estava mais quebrada, você sabe. Não estava quebrada e nem em pedaços, e você não precisaria juntá-los novamente. Estava pronta, quase empacotada em papel de presente e envolta em um laço vermelho, só esperando você puxar a fita, desfazer o nó e jogar a embalagem fora. Porque ela não seria mais necessária, sabe, garoto.

Se me fiz complexa, é por pura diversão, por prazer de brincar de confundir e atrair, por prazer de transitar entre diferentes personalidades e humores. A verdade é que sou descomplicada. Não tem mistério, sou sem esses ingredientes que parecem intrínsecos às garotas da minha idade, ou mais novas, ou mais velhas. Não tem mistério porque o objetivo não é me decifrar - ah, garoto, isso seria impossível. Você só precisa aceitar, e não é difícil - a verdade é que sou descomplicada. Quase não brigo, quase não discuto, quase não tenho frescuras ou inseguranças ou neuroses ou ciúmes. E a verdade é que esse, talvez, seja meu pior defeito.

Mas você era quebrado. Eu sei, você me avisou, você deu todas as letras, eu que não quis ler. Não quis ler porque as suas letras contradiziam as atitudes, e você sabe, a gente nunca quer acreditar no que não gosta. Porque você era quebrado, e ainda é, e talvez sempre seja. Porque talvez eu poderia ter juntado os pedaços, mas eu não quis - ah, eu não sou do tipo que faz isso. E você sabe, foi culpa sua - você que quis apressar as coisas, porque eu não me importo de esperar. Eu gosto da lentidão tanto quanto gosto da rapidez. Ou talvez até mais.

E no fim fui eu que formei a frase para você, e aceitei, porque eu sabia - apesar de tudo, eu sabia que seria assim. E você continua quebrado, e continuará assim, mas você me quebrou. Não totalmente, nem profundamente, nem nada que eu não consiga consertar sozinha - ah, garoto, você sabe, eu sei me reconstruir. Sou boa nisso. Você só me fez perceber que talvez eu inteira não faça sentido - eu só funciono aos pedaços, semi destruída, meio decandente e sem objetivos maiores, ainda brincando com o sentimento das pessoas, prometendo tudo e não querendo nada.

Talvez seja essa a resposta, talvez eu que não seja girlfriend material. Porque afinal os caras se apaixonam pelas meninas boazinhas, essas que querem casar e ter filhos, que acreditam que sexo é algo grande, que têm frescuras ou inseguranças ou neuroses ou ciúmes. Essas meninas meio complicadas que sabem ser a namorada - não, garoto, eu não sei. Eu sei ser eu mesma, solta, não sei ser presa, nem se eu quiser. De todos os papéis, de todos os personagens, esse é o que menos sei interpretar.

E então volto a ser assim, não totalmente por opção, mas porque é. Você foi embora e eu não precisei mais de companhia, não precisei compartilhar histórias bobinhas sobre coisas pequenas que me fizeram feliz. Você me teve na palma da sua mão, mas você foi embora e eu reconquistei minha independência, engoli minha auto-suficiência e me forcei a ser novamente quem costumava ser. Obrigada pelos momentos que você me deu e por aqueles que me tirou. Eu sou bem melhor sozinha. E no fim das contas, eu que sou fácil.

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~ 08:26 nobody does it better.




you know you love me

i'm a little bit of everything, all rolled into one; i'm your hell, i'm your dream, i'm nothing in between

pimenta e arte

Sou um pouco Belle du Jour, o coração partido por mim mesma em mil pedaços de caleidoscópio. Não sei amar, não sei perder, não sei viver de um jeito diferente. Não sei.

you say i'm a bitch like it's a bad thing


nobody does it better

twitter x tumblr x tumblr2 x facebook

Fuck Nicole
Hands Like Secrets
Arquivo Allez Glam!
Vida Nada Modelo

Antes de 2008: blog de música do Kzuka, fanfiction, outro blog, um fotolog antigo...


only in your dreams

first days of spring

Clarissa Réos Wolff, gaúcha, 21 anos, pisciana (com um grande quê de leonina). Cursou dois anos de Design de Moda na UniRitter e atualmente cursa Comunicação Social na UFRGS. Adoraria ser atriz da Broadway.

É apaixonada por coisas demais. Livros, filmes, seriados, divas do cinema de antigamente, Audrey Hepburn, Marilyn Monroe, Rita Hayworth, Brigitte Bardot, Anna Karina e Natalie Wood, pimenta, sushi, Coca Zero, café com chocolate, aliás qualquer coisa com chocolate, backstage, Adam Levine, Natalie Portman, Johnny Depp, Scarlett Johansson, Blake Lively, Jensen Ackles, trilhas sonoras de seriados, músicas nervosas, músicas gostosas, músicas tristes, passear sem rumo pelo centro de Porto Alegre, pelo Moinhos de Vento e pela Paulista, Beco203, Duchamp, Degas, Warhol, dançar até doerem os pés, Jägermeister, Cosmopolitan, Starbucks, livrarias, madrugadas, ficar sozinha em casa, saltos altos, sapatilhas, ouvir música a todo volume, suspense, lápis de escrever, cumplicidade, apresentar bandas novas pras melhores amigas, indicar filmes e livros, cultura inútil, fofoca de celebridade, chick lit, papelarias, personagens de livros, tumblr, mais tumblr, twitter, galerias, paixões platônicas, história de amor ou desamor, músicas lindas e tristes em volumes baixos, exageros, estrago, Barroco, homens com barba por fazer, músicos, escritores, aliás artistas em geral, John e Julian Casablancas, shows de bandas boas, narcisismo, história, história da Europa, francês, Marie Antoinette, Paris, aliás qualquer coisa ligada à França, outono, glamour, glamour decadente, inspiração, escrever, fotografia, arquitetura, moda, música, cinema, literatura, arte, ...

Duas tatuagens, por enquanto. Vícios demais em músicas, livros, filmes e seriados. Ambivalência completa. Intensidade também.


forget the horror here.


you're the one that i want

Caio Fernando de Abreu escreveu:

“Meu coração é um bordel gótico em cujos quartos prostituem-se ninfetas decaídas. Meu coração é um traço seco. Vertical, pós-moderno, coloridíssimo de neon, gravado em fundo preto. Puro artifício, definitivo. Meu coração é um entardecer de verão, numa cidadezinha à beira-mar. A brisa sopra, saiu a primeira estrela. Há moças na janela, rapazes pela praça, tules violetas sobre os montes onde o sol se pôs. A lua cheia brotou do mar. Os apaixonados suspiram. E se apaixonam ainda mais. Meu coração é um sorvete colorido de todas as cores, é saboroso de todos os sabores. Quem dele provar, será feliz para sempre.
Meu coração é um filme noir projetado num cinema de quinta categoria. A platéia joga pipoca na tela e vaia a história cheia de clichês. Meu coração é um cálice de cristal puríssimo transbordante de licor de strega. Flambado, dourado. Pode-se ter visões, anunciações, pressentimentos, ver rostos e paisagens dançando nessa chama azul de ouro. Meu coração é o laboratório de um cientista louco varrido, criando sem parar Frankensteins monstruosos que sempre acabam destruindo tudo.
Meu coração é um poço de mel, no centro de um jardim encantado, alimentando beija-flores que, depois de prová-lo, transformam-se magicamente em cavalos brancos alados que voam para longe, em direção à estrela Veja. Levam junto quem me ama, me levam junto também. Faquir involuntário, cascata de champanha, púrpura rosa do Cairo, sapato de sola furada, verso de Mário Quintana, vitrina vazia, navalha afiada, figo maduro, papel crepom, cão uivando pra lua, ruína, simulacro, varinha de incenso.
Acesa, aceso - vasto, vivo.”

it had to be you



nothing can keep us together

casos de amor fofoca é sexy crônicas da vida trotes por aí meu infinito particular eu tenho cultura isso é arte vamos falar de sexo tudo de blog moda é vida carpe diem


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já passaram por aqui, sem malícia

gossip girl

As you might have guessed, Upper East Sidders, prohibition never stood a chance against exhibition. Is human nature to be free. And no matter how long you try to be good... you can't keep a bad girl down.

2002 me trouxe aos blogs, com Refúgio de Calimië - com o qual permaneci até meados de 2005. Em 2006 os blogs deram lugar aos fotologs (um e dois). Em 2007 o tratamento quimioterápico fez com que retornasse aos blogs, com Quarto de Hospital, que durou de Junho a Dezembro. O gosto voltou, e Nobody Does It Better nasceu - com o qual entrei para o Tudo de Blog da Capricho. Com os problemas com o servidor, mudei para cá. "Sem Malícia" é uma expressão que costumava falar muito, sucedendo um comentário que poderia ser levado no duplo sentido (o que acontecia quase sempre).


because i'm worth it

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