nobody does it 

better.
vendredi 18 décembre 2009

tensão, emoção, paixão ~ 5 gossips

Engraçado. Faz menos de um mês que eu não estou mais mergulhada na quantidade incrível de hormônios que faz com que a gente se apaixone e já estou começando a me desesperar. Acho que eu preciso estar apaixonada para me sentir viva. Eu quero me apaixonar de novo.

Eu sei que morar aqui não é certo. Esse lugar - essa cidade, esse país - não pode me oferecer o que eu quero. Nem profissional, nem pessoalmente. Agora mesmo estava conversando com a Marina sobre como é difícil se apaixonar. A gente não sai para jantar, a gente não vai a cafés. A gente vai a festas, fica com várias pessoas, conhece gente, se diverte, talvez até se sacie. Mas a gente não se apaixona - isso não acontece em festas. Acontece em jantares, ou cafés, com champagne, mocaccino, conversa e diálogos pseudo-inocentes carregados de insinuações.

Eu adoro essa parte. Adoro essa parte supostamente sem malícia em que a gente se conhece, conversa, toca, tudo de forma casual e pensada para parecer inocente. Mas a gente sabe que por baixo disso existe aquela tensão forte, aquela mistura de atração da primeira impressão que não pode ser saciada com tudo o que foi construído em cafés, restaurantes, cinemas. E o primeiro beijo deixa de ser algo comum, que se dá várias vezes numa noite só, e passa a ser uma forma de ceder àquela tentação que se construiu e permaneceu por vários encontros. Encontros de toques que arrepiam e palavras com mil significados, e a tensão nunca evapora completamente. E do primeiro beijo à primeira vez a tensão aumenta, e nunca desaparece por completo.

Lendo um estudo sobre Criatividade para Psicologia da Percepção, foi defendido que qualquer tipo de criatividade só pode derivar de uma tensão pré-existente. Acredito que tudo seja assim - sem a tensão e o frio na barriga as coisas perdem a graça. É preciso desejar, é preciso duvidar. A incerteza alimenta a tensão que constrói a paixão, e daí não se forma um romance pobre e falho que surgiu em uma noite e evoluiu tão rapidamente que se tornou sem graça. Porque a gente cansa. A gente cansa das pessoas e das coisas que não nos dão emoção...


"É uma daquelas sortes que faz sua barriga formigar.
O vento molhado, o cheiro molhado da chuva que começou a cair no exato instante que você pisou na madeira da varanda. Você se inclina na grade da varanda e observa a chuva cair. Aproveita enquanto a água não escorre pelo beiral. Sorri pra chuva.
E sente vontade de ter demorado mais um tempo pra poder se molhar completamente.
Você gosta de chuva, aliás.
Mas você a observa do lado de dentro, segura, e protegida.
(Vocês sabem que isso é uma metáfora. Correr da chuva.)"

(Amanda Azevedo)

Libellés : ,


~ 08:24 nobody does it better.




you know you love me

i'm a little bit of everything, all rolled into one; i'm your hell, i'm your dream, i'm nothing in between

pimenta e arte

Sou um pouco Belle du Jour, o coração partido por mim mesma em mil pedaços de caleidoscópio. Não sei amar, não sei perder, não sei viver de um jeito diferente. Não sei.

you say i'm a bitch like it's a bad thing


nobody does it better

twitter x tumblr x tumblr2 x facebook

Fuck Nicole
Hands Like Secrets
Arquivo Allez Glam!
Vida Nada Modelo

Antes de 2008: blog de música do Kzuka, fanfiction, outro blog, um fotolog antigo...


only in your dreams

first days of spring

Clarissa Réos Wolff, gaúcha, 21 anos, pisciana (com um grande quê de leonina). Cursou dois anos de Design de Moda na UniRitter e atualmente cursa Comunicação Social na UFRGS. Adoraria ser atriz da Broadway.

É apaixonada por coisas demais. Livros, filmes, seriados, divas do cinema de antigamente, Audrey Hepburn, Marilyn Monroe, Rita Hayworth, Brigitte Bardot, Anna Karina e Natalie Wood, pimenta, sushi, Coca Zero, café com chocolate, aliás qualquer coisa com chocolate, backstage, Adam Levine, Natalie Portman, Johnny Depp, Scarlett Johansson, Blake Lively, Jensen Ackles, trilhas sonoras de seriados, músicas nervosas, músicas gostosas, músicas tristes, passear sem rumo pelo centro de Porto Alegre, pelo Moinhos de Vento e pela Paulista, Beco203, Duchamp, Degas, Warhol, dançar até doerem os pés, Jägermeister, Cosmopolitan, Starbucks, livrarias, madrugadas, ficar sozinha em casa, saltos altos, sapatilhas, ouvir música a todo volume, suspense, lápis de escrever, cumplicidade, apresentar bandas novas pras melhores amigas, indicar filmes e livros, cultura inútil, fofoca de celebridade, chick lit, papelarias, personagens de livros, tumblr, mais tumblr, twitter, galerias, paixões platônicas, história de amor ou desamor, músicas lindas e tristes em volumes baixos, exageros, estrago, Barroco, homens com barba por fazer, músicos, escritores, aliás artistas em geral, John e Julian Casablancas, shows de bandas boas, narcisismo, história, história da Europa, francês, Marie Antoinette, Paris, aliás qualquer coisa ligada à França, outono, glamour, glamour decadente, inspiração, escrever, fotografia, arquitetura, moda, música, cinema, literatura, arte, ...

Duas tatuagens, por enquanto. Vícios demais em músicas, livros, filmes e seriados. Ambivalência completa. Intensidade também.


forget the horror here.


you're the one that i want

Caio Fernando de Abreu escreveu:

“Meu coração é um bordel gótico em cujos quartos prostituem-se ninfetas decaídas. Meu coração é um traço seco. Vertical, pós-moderno, coloridíssimo de neon, gravado em fundo preto. Puro artifício, definitivo. Meu coração é um entardecer de verão, numa cidadezinha à beira-mar. A brisa sopra, saiu a primeira estrela. Há moças na janela, rapazes pela praça, tules violetas sobre os montes onde o sol se pôs. A lua cheia brotou do mar. Os apaixonados suspiram. E se apaixonam ainda mais. Meu coração é um sorvete colorido de todas as cores, é saboroso de todos os sabores. Quem dele provar, será feliz para sempre.
Meu coração é um filme noir projetado num cinema de quinta categoria. A platéia joga pipoca na tela e vaia a história cheia de clichês. Meu coração é um cálice de cristal puríssimo transbordante de licor de strega. Flambado, dourado. Pode-se ter visões, anunciações, pressentimentos, ver rostos e paisagens dançando nessa chama azul de ouro. Meu coração é o laboratório de um cientista louco varrido, criando sem parar Frankensteins monstruosos que sempre acabam destruindo tudo.
Meu coração é um poço de mel, no centro de um jardim encantado, alimentando beija-flores que, depois de prová-lo, transformam-se magicamente em cavalos brancos alados que voam para longe, em direção à estrela Veja. Levam junto quem me ama, me levam junto também. Faquir involuntário, cascata de champanha, púrpura rosa do Cairo, sapato de sola furada, verso de Mário Quintana, vitrina vazia, navalha afiada, figo maduro, papel crepom, cão uivando pra lua, ruína, simulacro, varinha de incenso.
Acesa, aceso - vasto, vivo.”

it had to be you



nothing can keep us together

casos de amor fofoca é sexy crônicas da vida trotes por aí meu infinito particular eu tenho cultura isso é arte vamos falar de sexo tudo de blog moda é vida carpe diem


don't you forget about me

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já passaram por aqui, sem malícia

gossip girl

As you might have guessed, Upper East Sidders, prohibition never stood a chance against exhibition. Is human nature to be free. And no matter how long you try to be good... you can't keep a bad girl down.

2002 me trouxe aos blogs, com Refúgio de Calimië - com o qual permaneci até meados de 2005. Em 2006 os blogs deram lugar aos fotologs (um e dois). Em 2007 o tratamento quimioterápico fez com que retornasse aos blogs, com Quarto de Hospital, que durou de Junho a Dezembro. O gosto voltou, e Nobody Does It Better nasceu - com o qual entrei para o Tudo de Blog da Capricho. Com os problemas com o servidor, mudei para cá. "Sem Malícia" é uma expressão que costumava falar muito, sucedendo um comentário que poderia ser levado no duplo sentido (o que acontecia quase sempre).


because i'm worth it

one two three four five six seven
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