nobody does it 

better.

Não gosto de aceitar situações que não quero aceitar ou de me resignar em algo que não está bom. Não gosto da covardia e do medo de mudar algo - pelo medo de que piore, em vez de melhorar. Não gosto de saber que certas coisas permanecem, e que muitos dos meus clichês se repetem de forma patética. Não gosto de constatar que algumas coisas me atingem, mesmo sabendo que posso manter a classe e superar com facilidade. Não gosto de saber que me atingem, realmente - não só a situação em si, mas todas as suas ramificações - mesmo que eu saiba lidar com isso melhor do que a maior parte das pessoas. Não gosto de saber que tudo isso, tudo isso é um grande clichê, é uma dessas histórias que me contaram e eu pensei superiormente que jamais me deixaria cair na mesma situação. Não me deixo cair - mas não gosto de saber que, não fosse determinadas posturas que tenho, eu cairia antes mesmo de perceber, e não gosto de saber que muitas vezes escorrego e perco o equilíbrio, mas junto as forças e o recupero antes que seja tarde demais. Não gosto da ideia de ficar/estar dividida entre duas situações - dois sentimentos, dois mundos, dois passados - e que nenhuma das duas é a resposta, nenhuma das duas pode ser resolvida, e que tudo isso só serve para confundir ainda mais. Outro grande clichê.

Gosto do passado quando são lembranças boas e distantes - não gosto do passado quando ele resolve assombrar o presente e confundir o futuro. Quero enterrá-lo com um epitáfio bonito e esquecer certas coisas que pensei, senti, planejei, achei, desejei. Quero enterrá-lo com um epitáfio bonito, arrancar as folhas velhas dos cadernos e deixar que permaneçam só as brancas. Esperando que alguma história feliz seja escrita. Como um belo novo clichê.





P.S.: me deparei esses dias com um trecho de uma música que ouvia repetitidamente em um passado distante, um passado que não foi tema desse post. Lembrava pouco da música, da letra, do título, da banda - mas fui atrás, reouvi, relembrei, ressenti tantas coisas... e a parte engraçada é que, mesmo sem traduzir nada do que eu disse aqui, ela de certa forma traduz... de forma subjetiva, que talvez só eu entenda - porque é muito mais melodia do que letra, muito mais sentimento do que compreensão.

P.P.S.: o título do post veio da letra da música e também não tem relação exata com o que escrevi. Mas é engraçado como nas minhas visitas a cadernos velhos e arquivos antigos do computador achei cartas sem ou com destinatário, mas que nunca seriam enviadas. Ainda as escrevo. Nesse mês, foram duas - para pessoas diferentes, sentimentos diferentes, passados diferentes... mais duas cartas que jamais atingirão seu propósito. Só servem para expressar aquilo que jamais saberão que foi assim.



EDIT - embora algumas coisas na minha vida não tenham ocorrido da forma como eu esperava (e como tiveram coisas assim!...) eu preciso dizer que realmente estou feliz. Mesmo com as tristezas, com a raiva, com as pequenas crises que de vez em quando aparecem, com a nostalgia que invade algumas madrugadas... tem tanta coisa boa também. Até a parte ruim de certa forma é boa - me faz sentir tão viva, pulsante, inspirada. Com tanto sentimento preso precisando sair - e sai sempre na forma escrita, em textos guardados que eu vou adorar reler daqui a alguns anos. E tem tanta coisa nova aparecendo, acontecendo!... Espero que essas coisas boas continuem. E só venham a melhorar.

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~ 12:03 nobody does it better.




vendredi 18 décembre 2009

tensão, emoção, paixão ~ 5 gossips

Engraçado. Faz menos de um mês que eu não estou mais mergulhada na quantidade incrível de hormônios que faz com que a gente se apaixone e já estou começando a me desesperar. Acho que eu preciso estar apaixonada para me sentir viva. Eu quero me apaixonar de novo.

Eu sei que morar aqui não é certo. Esse lugar - essa cidade, esse país - não pode me oferecer o que eu quero. Nem profissional, nem pessoalmente. Agora mesmo estava conversando com a Marina sobre como é difícil se apaixonar. A gente não sai para jantar, a gente não vai a cafés. A gente vai a festas, fica com várias pessoas, conhece gente, se diverte, talvez até se sacie. Mas a gente não se apaixona - isso não acontece em festas. Acontece em jantares, ou cafés, com champagne, mocaccino, conversa e diálogos pseudo-inocentes carregados de insinuações.

Eu adoro essa parte. Adoro essa parte supostamente sem malícia em que a gente se conhece, conversa, toca, tudo de forma casual e pensada para parecer inocente. Mas a gente sabe que por baixo disso existe aquela tensão forte, aquela mistura de atração da primeira impressão que não pode ser saciada com tudo o que foi construído em cafés, restaurantes, cinemas. E o primeiro beijo deixa de ser algo comum, que se dá várias vezes numa noite só, e passa a ser uma forma de ceder àquela tentação que se construiu e permaneceu por vários encontros. Encontros de toques que arrepiam e palavras com mil significados, e a tensão nunca evapora completamente. E do primeiro beijo à primeira vez a tensão aumenta, e nunca desaparece por completo.

Lendo um estudo sobre Criatividade para Psicologia da Percepção, foi defendido que qualquer tipo de criatividade só pode derivar de uma tensão pré-existente. Acredito que tudo seja assim - sem a tensão e o frio na barriga as coisas perdem a graça. É preciso desejar, é preciso duvidar. A incerteza alimenta a tensão que constrói a paixão, e daí não se forma um romance pobre e falho que surgiu em uma noite e evoluiu tão rapidamente que se tornou sem graça. Porque a gente cansa. A gente cansa das pessoas e das coisas que não nos dão emoção...


"É uma daquelas sortes que faz sua barriga formigar.
O vento molhado, o cheiro molhado da chuva que começou a cair no exato instante que você pisou na madeira da varanda. Você se inclina na grade da varanda e observa a chuva cair. Aproveita enquanto a água não escorre pelo beiral. Sorri pra chuva.
E sente vontade de ter demorado mais um tempo pra poder se molhar completamente.
Você gosta de chuva, aliás.
Mas você a observa do lado de dentro, segura, e protegida.
(Vocês sabem que isso é uma metáfora. Correr da chuva.)"

(Amanda Azevedo)

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~ 08:24 nobody does it better.




mardi 15 décembre 2009

i'm better off now ~ 2 gossips

Não sou Pollyanna. Não costumo ver sempre o lado bom das coisas e não sou de me resignar. Sou existencialista e acredito que a nossa vida é produto (já que sou consumista e capitalista) do que construímos - ah, mas isso é óbvio, você vai dizer. É, na teoria, em caracteres pretos na tela do computador. Na prática o que mais há é lamúrias e "por que isso foi acontecer comigo?". Porque sim, ué. Isso basta para você saber que É desse jeito, não tem como mudar, e aí ou você se desespera, se deprime e suicida, ou você dá uma de Pollyanna e se resigna, ou você tenta pegar a situação que foi dada e tornar ela o melhor possível. Talvez por ter passado por situações em que a última opção era a única que protegia minha saúde física e mental, eu me tornei uma pessoa "terceira opção"; por isso, quando algo de ruim acontece comigo, eu respiro fundo e, por mais injusto que ache, tento não me desesperar. Ah, eu desespero. Choro, grito, amaldiçoo, tenho minhas crises - que duram dois ou três dias, e no quarto já recuperei a sanidade e comecei a pensar racionalmente sobre a situação e ver o que eu posso mudar a meu favor. E acreditem, são muitas coisas (tudo bem que pra mim é fácil já que sou linda, magra e inteligente, e as coisas geralmente são fáceis para pessoas assim, mas mesmo que você seja feia, gorda e burra ainda há esperança; quer dizer, eu acho, não sei nada sobre ser feia, gorda e burra). Às vezes há uma recaída e alguns momentos de tristeza ou nostalgia e outros momentos de raiva (que, a meu ver, são mais saudáveis que a tristeza; honestamente, eu gosto de sentir raiva - me liberta, me impulsiona), mas são aqueles momentos pequenos, que embora gerem histórias legais não representam a sua vida ou o que você sente. Porque eu tive, sim, momentos tristes - e acreditem, não foram poucos. Mas eu sou uma pessoa feliz. Dentro das minhas condições atuais, acredito ser o mais feliz possível, tirando felicidade de todas as situações em que consigo.

Por isso mesmo, fiquei de certa forma chocada ao sentir saudades, há uns dez dias. Para quem não sabe, tive um namoro-relâmpago em Outubro e Novembro, cheio de todos os clichês de relacionamentos toscos. Explico: garota que dificilmente se apaixona, cara que se apaixona por todas; cara surpreende garota, garota se apaixona perdidamente, cara não se apaixona de volta. Teria terminado em desastre completo e pulsos cortados caso a garota não fosse eu. Explico 2: eu já dei todas as cartas aqui, o cara precisa saber o meio termo entre atenção demais e de menos; caso seja demais, eu enjoo, e caso seja de menos, eu desgasto e desapaixono. Foi isso o que aconteceu, antes mesmo do fim do namoro eu já estava cansada da situação, querendo jogar tudo pro alto. Perdi a conta das vezes que escrevi sobre isso (agora já achei quatro textos em que explano meus motivos e penso em terminar tudo), mas nunca levei adiante. Em certo momento, até me convenci de que tomaria uma atitude e teria uma conversa adulta e madura - mas sou covarde, não gosto de confrontos e discussões de sentimentos me desgastam. Prefiro relevar e fingir que não aconteceu - acontece que em determinado momento fingir era quase tudo o que fazia (sou ótima nisso, sabe; já falei, sou uma atriz). Precisei conversar, dei minhas cartas às minhas melhores amigas que me convenceram de que ainda não era a hora de largar o jogo. Engraçado, não é?, você ser convencida pelas amigas de que não está na hora de terminar um relacionamento. Também não me importei com os conselhos - adorei, vou confessar. Minhas razões expostas, conseguiria relevar por mais um bom tempo, e eu já disse, sou covarde. Além disso, sabe como é, menina apaixonada fica burra - gente, eu fiquei retardada. Assim, sério, produção zero. Acontece que, mesmo cansada da situação e sentindo o sentimento ir embora, decidi que não iria desapaixonar. Não vou e ponto final - é tão difícil eu me apaixonar, POR QUE não poderia aproveitar aqueles breves momentos de adrenalina enquanto eles existissem? Segurei o sentimento antes que ele tivesse passado porta afora e continuei meio capenga, semi apaixonada, dividida entre ir embora ou falar algo bonitinho. E quando acabou, quando houve aquela conversa que botou um ponto final naquele capítulo mal escrito da minha vida, eu me surpreendi ao sentir uma perda muito maior do que havia sido. Chorei, chorei muito por dois dias inteiros. No terceiro, um ou outro rompante assombrou meu dia e, no quarto, não havia nem resquício de rímel borrado pelas lágrimas. Estava bem. Não superficialmente bem, mas bem, realmente bem. E assim fiquei - uma mistura de Flora na minha casa, Yuri, Mari e Gabe nos sequestrando e nos levando pra piscina, um pouco de assédio que sempre massageia o ego e outros fatos aleatórios que não cabem falar aqui foram o suficiente para colar de volta meus pedaços. Mantenho o que disse há dois posts atrás - estou semi quebrada, não porque esteja triste, mas porque talvez a forma como escolhi viver não funcione com as coisas que eu quero; e aí é a hora de mudar um deles, e, como amo meu modo de viver, decidi desistir de relações pretensiosamente duradouras e optar pela promiscuidade fácil e gostosa.

Que seja - tendo chorado por dois dias ou um mês, as lágrimas foram reais. Molhadas, salgadas, carregadas de sentimentos mortos e palavras engolidas, de certa forma desproporcional aos eventos anteriormente ocorridos. É claro que lágrimas sempre sucedem uma paixão mal resolvida, e eu estava apaixonada. Não de brincadeira, não superficialmente, mas realmente apaixonada, como pouquíssimas vezes me aconteceram (contaria três, agora). Embora essa terceira tenha sido como uma droga rápida e eficiente que logo domina os sentidos, não é como se algo realmente houvesse sido construído. Como já comentei com algumas pessoas, um somatório de fatos faria, supostamente, com que o fim fosse fácil - talvez até melhor do que continuar. O desgaste - ah, o desgaste era, talvez, o principal deles. Não sei o que fez desgastar tão facilmente - talvez, como uma blusa de malha ruim e tingimento de quinta categoria, o relacionamento estivesse fadado a desbotar, esgarçar e ficar feio e degradante, de forma que olhar para a blusa fazia você se lembrar das festas maravilhosas a que foi com ela, mas também fazia você encarar a verdade: ela não serve mais para uso. Depois, não é como se eu não tivesse esquecido outros caras antes - caras muito mais importantes e que me marcaram muito mais - ou como se esse terceiro (vou me referir a ele como "terceiro" de agora em diante) tivesse sido de especial importância. Se fosse escolher algum para o posto de "garoto por quem me apaixonei com especial importância" seria o segundo, por motivos que não cabe explanar aqui e agora, mas que vão além dos motivos básicos que geralmente tornam uma pessoa importante. De qualquer jeito, o fim teve sua dose sadia de alívio - sim, aquele alívio legítimo de "me-livrei-a-tempo". E teve sua dose de tristeza, que também foi legítima. E compreendi os dois dias que chorei. Deixei de compreender quando, há uns dez dias, de madrugada, senti aquela nostalgia cruel que invade os pensamentos quando você nem percebe que vai acontecer. E fiquei chocada. Como poderia, depois de tanto tempo, algo assim me causar saudades? Como sempre, o sentimento passou, mas, ontem, lendo um blog novo que descobri (e super recomendo, gente, é genial: Adorável Psicose), encontrei o seguinte parágrafo:

"Porque eu vinha de um longo período de anestesia afetiva. Conhecer a Evidência nº4 foi como tomar uma injeção de epinefrina à la Pulp Fiction. De uma vez só, eu voltei a acreditar em todas as fantasias que eu alimentava anos atrás e que há tempos havia deixado de lado. E, também de uma vez só, em pleno exercício dessas fantasias, eu me vi obrigada a reprimir todo aquele sentimento e guardá-lo de volta em algum lugar obscuro onde ninguém nunca mais haveria de mexer".

E foi como uma epifania. De repente, retirei a importância das coisas desimportantes e passei a me preocupar com as coisas reais - não sentia falta do relacionamento, não foi um primeiro namoro exemplar, além de tudo. Sentia - e ainda sinto - falta de me sentir explodindo, como já falei tantas vezes aqui. Sou barroca e gosto de pimenta, sou amiga das emoções fortes e da perda dos pensamentos, dos sentidos, da coerência. Preciso, de certa forma, disso para viver. Acontece que havia me acomodado em deixar para depois - hoje vou estudar, trabalhar, postar no Allez Glam!, amanhã parto em busca de aventuras. E quando algo assim me virou do avesso e me fez lembrar, me recusei a voltar ao lugar de onde havia partido. Tardes de estudo e séries de TV não mais me bastam (mentira. Preciso absurdamente de tardes de seriados pelo menos uma vez por semana, senão fico moody).

Mas esse fato não explicava a situação como um todo - a saudade sim, a tristeza, não. De certa forma eu sabia que estava muito mais triste por mim do que por ele - só não sabia que parte de mim estava chorando. E foi aí que eu percebi, numa outra epifania nesse fim-de-semana. Eu sempre quis ser o tipo de garota desejada. Sempre. Nas últimas duas semanas, recebi os mais variados comentários e declarações (de sexo, não de amor). Comecei a achar que eu estava passando a imagem de ser vadia demais, o que eu não sou (É SÉRIO ISSO), e então pedi pra três amigos me explicarem o porquê de eu atrair tanto nesse sentido. Eles disseram que é uma combinação de fatores - o jeito que eu falo, a minha voz, o fato de eu ter rosto de menininha e cabeça super aberta, o jeito que eu penso, o fato de eu ser muito gata e parecer ser muito boa de cama (e nem sou tanto assim, HAHAHAHA). Taí, ó. Sou a garota que os caras desejam. Gosto disso... mas não sou a garota por quem eles se apaixonam. O fato de ele não ter se apaixonado por mim feriu altamente o meu orgulho e desmanchou a forma como me construí. Amo minha personalidade, meu estilo, minha aparência, a forma como eu levo a vida. Não quero mudar e jamais cogitei a possibilidade de precisar. Aliás, também poucas vezes me imaginei como a namorada. Sempre pensei em mim como a garota com a carreira fabulosa e a vida amorosa meio aos pedaços, cheia de affairs mal começados e mal terminados que se acumulavam numa estante de escolhas para entretenimento, como DVDs. É engraçado eu pensar isso de mim, logo eu, que adoro me apaixonar; não quero viver sem isso. Mas acho que posso me apaixonar muitas vezes, por mais de uma pessoa ao mesmo tempo, e quero tudo isso; antes não queria casar, agora já quero. Quero casar por impulsidade, viver tempos ótimos e separar quando a história cansar - we may not last but we'll have fun 'till it ends se tornou meu lema, de modo que talvez venha a casar quatro ou cinco vezes, todas elas com vestido couture.

Conversando com meu amigo, ele começou a falar sobre o que fez com que ele se apaixonasse por mim, anos atrás. Foi exatamente o que o "segundo" me disse. E eu respondi "nossa, lindo - mas eu não sou mais aquela garota" e não, não sou. Ela ficou para trás, com ideias pré-concebidas e inseguranças quase pré-adolescentes, mesmo que já tivesse meus quinze anos. E foi aí que eu percebi: eu me prendo aos meus pontos fortes, porque gosto deles. Sou confortável com eles, me sinto segura sendo o que eu sei ser, os personagens que sei interpretar. Gosto da vulnerabilidade, só não gosto de demonstrá-la. Mas minhas fraquezas são muito mais interessantes que meus pontos fortes. O que volta ao ponto de que eu sou mais interessante quebrada e semi destruída...

Não importando a que conclusões cheguei e o que fazer com elas, essas epifanias foram ótimas. Continuo me sentindo bem - mentira, estou ainda melhor! Esse tipo de pseudo viagem de auto-conhecimento tem sempre efeitos impactantes nas nossas vidas, e eu gosto de pensar e refletir e escrever sobre mim... sou egocêntrica, né. Só podia ser assim. E, se fosse de outro jeito, talvez até perdesse a graça.


P.S.:
todo mundo sabe que, além do Sem Malícia, eu tenho um blog de Moda em parceria com uma amiga, o Allez Glam!. Pois bem, um amigo meu foi convidado para escrever um blog de música para o Kzuka e me convidou para participar também! Acessem: Music Is - a parte mais legal é que meu primeiro post teve chamada na página principal do ClicRBS e do Kzuka! Fiquei tão feliz (: sim, eu fico feliz facilmente.

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~ 13:59 nobody does it better.




samedi 12 décembre 2009

what a convincing bitch! ~ 5 gossips



"I give off these impressions, it’s manipulation really. How I want you to view me. I set up the relations in a way that help benefit myself. If I want you to think I’m a vulnerable idiotic kitten, I will. If I want you to think I’m independence and strength all wrapped up in one, I will. And these impressions I’ve made are how you’ll view it all in the end when you think to yourself, 'She wasn’t like that one bit, what a convincing bitch'." (Not a Cliché)



Pensando em Justin Timberlake ultimamente, visitando músicas do meu passado. Engraçado como o passado, o presente e o futuro podem se emaranhar em uma - ou mais - letra de música. Também ando ouvindo Tricky, Tricky do Lou Bega e Supergirl da Suzie McNeil... tão aquela fase da minha vida, que de certa forma se repete agora - não em acontecimentos; mas em determinações.

soulshaker, troublemaker, heartbreaker, undertaker, moneymaker, lovefaker
trickytricky prettypretty trickytricky

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~ 20:16 nobody does it better.




dimanche 6 décembre 2009

I'm damaged ~ 2 gossips

"Se sua partida é mesmo inevitável, se seu sonho é mesmo indispensável, se sua vida é mesmo impenetrável, vá logo de uma vez. Não permita que eu me apegue e faça planos, não me deixe crer no que não há verdade. Vá antes de borrar minha maquiagem, ferir minha coragem, antes que eu jogue meus instintos de sobrevivência definitivamente pela janela do prédio como se não me importassem mais sentimentos próprios. Não provoque meus medos, não confunda meu discernimento e não destrua meu equilíbrio. Apenas vá."

"Sou de gêmeos. Um signo de ar, mutável. Eu me distraio com tudo e você não imagina a facilidade que eu tenho de viajar sem sair do lugar. (...) Esqueço com impressionante rapidez do meu interesse. Ah, as coisas ficam tão mais fáceis desse jeito! Você não sabe, Menino, mas eu machuco as pessoas. Eu faço com que elas se apaixonem por mim como um desafio, como uma criança testando seus limites. Então enjoo do meu jogo e não dou explicações. Destruo corações que se abrem pra mim com tanto esforço, na esperança de terem encontrado alguém legal. Ainda dá pra você fingir que não me viu."

(Verônica H.)

Sou de peixes, mas afora isso a descrição poderia ser minha. E seria, exatamente, há algum tempo atrás. Não fui quebrada - nasci assim, e assim permaneci, até alguém pegar meus pedaços e juntar novamente. E não foi você quem fez isso - quem fez isso veio antes, veio antes e permaneceu - e você não precisaria fazer muito. Eu não estava mais quebrada, você sabe. Não estava quebrada e nem em pedaços, e você não precisaria juntá-los novamente. Estava pronta, quase empacotada em papel de presente e envolta em um laço vermelho, só esperando você puxar a fita, desfazer o nó e jogar a embalagem fora. Porque ela não seria mais necessária, sabe, garoto.

Se me fiz complexa, é por pura diversão, por prazer de brincar de confundir e atrair, por prazer de transitar entre diferentes personalidades e humores. A verdade é que sou descomplicada. Não tem mistério, sou sem esses ingredientes que parecem intrínsecos às garotas da minha idade, ou mais novas, ou mais velhas. Não tem mistério porque o objetivo não é me decifrar - ah, garoto, isso seria impossível. Você só precisa aceitar, e não é difícil - a verdade é que sou descomplicada. Quase não brigo, quase não discuto, quase não tenho frescuras ou inseguranças ou neuroses ou ciúmes. E a verdade é que esse, talvez, seja meu pior defeito.

Mas você era quebrado. Eu sei, você me avisou, você deu todas as letras, eu que não quis ler. Não quis ler porque as suas letras contradiziam as atitudes, e você sabe, a gente nunca quer acreditar no que não gosta. Porque você era quebrado, e ainda é, e talvez sempre seja. Porque talvez eu poderia ter juntado os pedaços, mas eu não quis - ah, eu não sou do tipo que faz isso. E você sabe, foi culpa sua - você que quis apressar as coisas, porque eu não me importo de esperar. Eu gosto da lentidão tanto quanto gosto da rapidez. Ou talvez até mais.

E no fim fui eu que formei a frase para você, e aceitei, porque eu sabia - apesar de tudo, eu sabia que seria assim. E você continua quebrado, e continuará assim, mas você me quebrou. Não totalmente, nem profundamente, nem nada que eu não consiga consertar sozinha - ah, garoto, você sabe, eu sei me reconstruir. Sou boa nisso. Você só me fez perceber que talvez eu inteira não faça sentido - eu só funciono aos pedaços, semi destruída, meio decandente e sem objetivos maiores, ainda brincando com o sentimento das pessoas, prometendo tudo e não querendo nada.

Talvez seja essa a resposta, talvez eu que não seja girlfriend material. Porque afinal os caras se apaixonam pelas meninas boazinhas, essas que querem casar e ter filhos, que acreditam que sexo é algo grande, que têm frescuras ou inseguranças ou neuroses ou ciúmes. Essas meninas meio complicadas que sabem ser a namorada - não, garoto, eu não sei. Eu sei ser eu mesma, solta, não sei ser presa, nem se eu quiser. De todos os papéis, de todos os personagens, esse é o que menos sei interpretar.

E então volto a ser assim, não totalmente por opção, mas porque é. Você foi embora e eu não precisei mais de companhia, não precisei compartilhar histórias bobinhas sobre coisas pequenas que me fizeram feliz. Você me teve na palma da sua mão, mas você foi embora e eu reconquistei minha independência, engoli minha auto-suficiência e me forcei a ser novamente quem costumava ser. Obrigada pelos momentos que você me deu e por aqueles que me tirou. Eu sou bem melhor sozinha. E no fim das contas, eu que sou fácil.

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~ 08:26 nobody does it better.




you know you love me

i'm a little bit of everything, all rolled into one; i'm your hell, i'm your dream, i'm nothing in between

pimenta e arte

Sou um pouco Belle du Jour, o coração partido por mim mesma em mil pedaços de caleidoscópio. Não sei amar, não sei perder, não sei viver de um jeito diferente. Não sei.

you say i'm a bitch like it's a bad thing


nobody does it better

twitter x tumblr x tumblr2 x facebook

Fuck Nicole
Hands Like Secrets
Arquivo Allez Glam!
Vida Nada Modelo

Antes de 2008: blog de música do Kzuka, fanfiction, outro blog, um fotolog antigo...


only in your dreams

first days of spring

Clarissa Réos Wolff, gaúcha, 21 anos, pisciana (com um grande quê de leonina). Cursou dois anos de Design de Moda na UniRitter e atualmente cursa Comunicação Social na UFRGS. Adoraria ser atriz da Broadway.

É apaixonada por coisas demais. Livros, filmes, seriados, divas do cinema de antigamente, Audrey Hepburn, Marilyn Monroe, Rita Hayworth, Brigitte Bardot, Anna Karina e Natalie Wood, pimenta, sushi, Coca Zero, café com chocolate, aliás qualquer coisa com chocolate, backstage, Adam Levine, Natalie Portman, Johnny Depp, Scarlett Johansson, Blake Lively, Jensen Ackles, trilhas sonoras de seriados, músicas nervosas, músicas gostosas, músicas tristes, passear sem rumo pelo centro de Porto Alegre, pelo Moinhos de Vento e pela Paulista, Beco203, Duchamp, Degas, Warhol, dançar até doerem os pés, Jägermeister, Cosmopolitan, Starbucks, livrarias, madrugadas, ficar sozinha em casa, saltos altos, sapatilhas, ouvir música a todo volume, suspense, lápis de escrever, cumplicidade, apresentar bandas novas pras melhores amigas, indicar filmes e livros, cultura inútil, fofoca de celebridade, chick lit, papelarias, personagens de livros, tumblr, mais tumblr, twitter, galerias, paixões platônicas, história de amor ou desamor, músicas lindas e tristes em volumes baixos, exageros, estrago, Barroco, homens com barba por fazer, músicos, escritores, aliás artistas em geral, John e Julian Casablancas, shows de bandas boas, narcisismo, história, história da Europa, francês, Marie Antoinette, Paris, aliás qualquer coisa ligada à França, outono, glamour, glamour decadente, inspiração, escrever, fotografia, arquitetura, moda, música, cinema, literatura, arte, ...

Duas tatuagens, por enquanto. Vícios demais em músicas, livros, filmes e seriados. Ambivalência completa. Intensidade também.


forget the horror here.


you're the one that i want

Caio Fernando de Abreu escreveu:

“Meu coração é um bordel gótico em cujos quartos prostituem-se ninfetas decaídas. Meu coração é um traço seco. Vertical, pós-moderno, coloridíssimo de neon, gravado em fundo preto. Puro artifício, definitivo. Meu coração é um entardecer de verão, numa cidadezinha à beira-mar. A brisa sopra, saiu a primeira estrela. Há moças na janela, rapazes pela praça, tules violetas sobre os montes onde o sol se pôs. A lua cheia brotou do mar. Os apaixonados suspiram. E se apaixonam ainda mais. Meu coração é um sorvete colorido de todas as cores, é saboroso de todos os sabores. Quem dele provar, será feliz para sempre.
Meu coração é um filme noir projetado num cinema de quinta categoria. A platéia joga pipoca na tela e vaia a história cheia de clichês. Meu coração é um cálice de cristal puríssimo transbordante de licor de strega. Flambado, dourado. Pode-se ter visões, anunciações, pressentimentos, ver rostos e paisagens dançando nessa chama azul de ouro. Meu coração é o laboratório de um cientista louco varrido, criando sem parar Frankensteins monstruosos que sempre acabam destruindo tudo.
Meu coração é um poço de mel, no centro de um jardim encantado, alimentando beija-flores que, depois de prová-lo, transformam-se magicamente em cavalos brancos alados que voam para longe, em direção à estrela Veja. Levam junto quem me ama, me levam junto também. Faquir involuntário, cascata de champanha, púrpura rosa do Cairo, sapato de sola furada, verso de Mário Quintana, vitrina vazia, navalha afiada, figo maduro, papel crepom, cão uivando pra lua, ruína, simulacro, varinha de incenso.
Acesa, aceso - vasto, vivo.”

it had to be you



nothing can keep us together

casos de amor fofoca é sexy crônicas da vida trotes por aí meu infinito particular eu tenho cultura isso é arte vamos falar de sexo tudo de blog moda é vida carpe diem


don't you forget about me

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would i lie to you?

já passaram por aqui, sem malícia

gossip girl

As you might have guessed, Upper East Sidders, prohibition never stood a chance against exhibition. Is human nature to be free. And no matter how long you try to be good... you can't keep a bad girl down.

2002 me trouxe aos blogs, com Refúgio de Calimië - com o qual permaneci até meados de 2005. Em 2006 os blogs deram lugar aos fotologs (um e dois). Em 2007 o tratamento quimioterápico fez com que retornasse aos blogs, com Quarto de Hospital, que durou de Junho a Dezembro. O gosto voltou, e Nobody Does It Better nasceu - com o qual entrei para o Tudo de Blog da Capricho. Com os problemas com o servidor, mudei para cá. "Sem Malícia" é uma expressão que costumava falar muito, sucedendo um comentário que poderia ser levado no duplo sentido (o que acontecia quase sempre).


because i'm worth it

one two three four five six seven
Adobe PS;photostudio