nobody does it 

better.
mercredi 17 février 2010

it's summertime ~ 2 gossips

Finalmente de volta à cidade grande. Não adianta, por mais que eu até goste bastante do mar, eu não sobrevivo na praia por muito tempo - I'm a big city girl, after all. E essas férias, em especial, começaram prometendo tédio e atividades solitárias - diferentemente do ano passado, em que tinha ótimas companhias, nessas férias fui apenas com a minha família, de modo que, nos primeiros dias, meu tempo se resumia, basicamente, a tédio, lan house e livros. Vejam bem, não estou de todo reclamando: tédio com certeza me desagrada, mas como boa viciada em internet a lan house me era bem útil (embora o inconveniente do deslocamento e de não poder acessar a internet a qualquer hora, devido à falta de cobertura da VIVO 3G em Garopaba, fosse um saco). E quanto aos livros... nem preciso falar muito, livros me são um mundo à parte, um pequeno paraíso individual e fonte inesgotável de prazer. Dessa vez, mergulhei nos mistérios investigativos com Mikael, Lisbeth e a equipe da Millennium, e adorei cada minuto.

Entretanto, logo na primeira semana, fui passar alguns dias na casa de uns amigos em Pinheira, e o meu tédio deu lugar a conversas divertidas (às vezes até quase o sol nascer), jogos de detetive, debates interessantes e noites entre a Guarda do Embaú e o minúsculo centrinho da cidade, com crepe francês e sorvete fazendo companhia. No dia que voltei a Garopaba, outra agradável surpresa me esperava - mais que bff, minha sis de coração, a Flora, estava indo para lá com histórias maravilhosas e conversas melhores ainda. E depois tardes caminhando pelo centrinho ou pelo mar e pedras da praia e de noites lendo ou assistindo a Glee, fizemos amizade com uma vendedora de uma loja bem legal, a Jump!. A amizade e mais uma comprinha básica (um vestido da Triton lindo, preciso acrescentar) nos garantiu dois ingressos VIPs para a noite de sábado do Bali Hai, e quando a noite chegou passeamos entre as pistas pop e psy, pela área VIP e pelos bares (oh, cuervo), dedicando mais da metade do tempo à pista de hip hop. E dançamos. Muito. Na pista, no palquinho, na fila do bar, em qualquer lugar. Dançamos Black Eyed Peas, Beyoncé, David Guetta, qualquer música. E dançamos, ainda mais, até as pernas cansarem e os joelhos morrerem de dor, e a gente resolver voltar para a casa, totalmente cansadas e totalmente suadas.

No domingo de manhã a Flora foi pra Praia do Rosa, e eu fiquei em Garopaba com meus pais e meu irmão. E dormi, muito. E depois li, e depois tive uma ideia e resolvi sair e fazer uma matéria para o Allez Glam! (que estará online entre amanhã ou depois). E cheguei em casa tarde, li mais um pouco e dormi bastante mais. E na segunda ainda precisei terminar a matéria, antes de poder voltar pra casa e me arrumar para, dessa vez, eu ir até a Praia do Rosa encontrar a Flora. Depois de alguns contratempos e quase não poder ir, cheguei gritando e surpreendendo a Flora, e a gente riu e conversou e procurou a Lua antes de finalmente sair.

Primeiro fomos no Goa Lounge, entramos free, tomamos caipirinha e dançamos (muito!). Pedi para o DJ tocar Beyoncé e ele tocou um set de pelo menos quarenta minutos só de hits da diva. Lá pelas duas e meia, quando estávamos enjoando do lugar, resolvemos sair e ir até o Pico da Tribo. Só que o caminho tava meio embarrado da chuva, e a gente já tava cansada de tanto morrer dançando na pista, e eu já tava começando a reclamar que meus pés iam ficar sujo e ewww, que nojinho! E foi então que uma caminhonete parou do nosso lado, e o cara olhou e disse:

- Não tá ruim de caminhar por aí, não?

E eu respondi, fazendo fiasquinho:

- Aaaai, muiiito, meu pé tá ficando sujo!

Ele começou a rir e nos ofereceu carona. A Flora chamou a Lua e eu com certeza tava pronta pra pular no carro, de tão cansada e de tanto nojinho que tava sentindo, mas daí comecei a entrar naquelas paranóias de tipo aimeudeus e se ele for um psicopata?, que anos com uma mãe superprotetora enfiaram na minha cabeça. Então eu virei pro cara e disse:

- Escuta, por acaso tu não é um psicopata, né? Tipo, tu não vai nos estuprar e nos matar no mato da próxima esquina, né?

Aí ele riu e respondeu:

- Não, acho que não.

Então a gente se olhou e ficou tipo "okay então", daí a Lua entrou na cabine e eu e a Flora subimos na parte de trás da caminhonete e fomos de pé, conversando coisas tipo "então se ele me matar e tu sobreviver, diz pra minha família que eu amo todo mundo e pede desculpas por desobedecer minha mãe e entrar no carro de um estranho, tá?" e aí a gente começava a rir o cara ouvia a gente rindo e perguntava do que a gente tava rindo, mas a gente desconversava e continuava a falar besteira, rir, e pular. Até que a gente finalmente chegou ao Pico da Tribo, aí a gente saiu, eu virei pro cara e disse:

- Valeu por não nos matar!

Aí a gente entrou, free again, porque a gente é muito foda, e foi logo pra pista, mas tava tendo showzinho, aí a gente tirou umas fotos e ficou conversando até o DJ entrar, e daí ele tocou tipo uma hora de música boa (e a gente morreu dançando na pista, como sempre), e depois começou a tocar umas músicas meio ruins. E o DJ era super gato, isso eu e a Flora concordamos, mas ele não era muito bom, e isso nós também concordamos, mas aí eu fui pedir uma música e ele foi tão estúpido e tinha uma voz tão horrível que a gente broxou totalmente. Quase que eu disse "hei honey, tudo bem que tu é gato é tal, mas isso não é desculpa pra ser chato, metido e um DJ ruim", mas como eu tava me sentindo boazinha e feliz, acabei deixando assim mesmo. Aí chegou tipo seis horas, e a festa acabou, e veio um guri falar comigo, mas eu tava louca pra ir embora e acabei sendo tri estúpida com ele (tudo bem, eu sempre sou meio estúpida, mas o guri até que foi queridinho) e daí eu fui ver o que a Flora tava esperando, e ela tava falando com um guri, e o guri falou "se ela é Flora e ela é Lua, tu é quem?" e eu disse "Serena" e ele riu, e daí nós três mais ele e o amigo dele fomos caminhando de volta, e o caminho inteiro eles me chamaram de Serena. E daí eu falei "tá legal, preciso falar que meu nome na real não é Serena" e eles não ouviram, aí a Flora precisou contar, e no fim a gente ficou comendo e conversando até quase nove, quando meu pai chegou pra me buscar.

E daí eu fui dormir, e sonhei com o Mikael e com a Lisbeth... e acordei para me encontrar com eles, de novo. Eles e todo mundo da Millennium. No fim, tive, sim, ótimas companhias nessas férias.

Libellés :


~ 20:02 nobody does it better.




you know you love me

i'm a little bit of everything, all rolled into one; i'm your hell, i'm your dream, i'm nothing in between

pimenta e arte

Sou um pouco Belle du Jour, o coração partido por mim mesma em mil pedaços de caleidoscópio. Não sei amar, não sei perder, não sei viver de um jeito diferente. Não sei.

you say i'm a bitch like it's a bad thing


nobody does it better

twitter x tumblr x tumblr2 x facebook

Fuck Nicole
Hands Like Secrets
Arquivo Allez Glam!
Vida Nada Modelo

Antes de 2008: blog de música do Kzuka, fanfiction, outro blog, um fotolog antigo...


only in your dreams

first days of spring

Clarissa Réos Wolff, gaúcha, 21 anos, pisciana (com um grande quê de leonina). Cursou dois anos de Design de Moda na UniRitter e atualmente cursa Comunicação Social na UFRGS. Adoraria ser atriz da Broadway.

É apaixonada por coisas demais. Livros, filmes, seriados, divas do cinema de antigamente, Audrey Hepburn, Marilyn Monroe, Rita Hayworth, Brigitte Bardot, Anna Karina e Natalie Wood, pimenta, sushi, Coca Zero, café com chocolate, aliás qualquer coisa com chocolate, backstage, Adam Levine, Natalie Portman, Johnny Depp, Scarlett Johansson, Blake Lively, Jensen Ackles, trilhas sonoras de seriados, músicas nervosas, músicas gostosas, músicas tristes, passear sem rumo pelo centro de Porto Alegre, pelo Moinhos de Vento e pela Paulista, Beco203, Duchamp, Degas, Warhol, dançar até doerem os pés, Jägermeister, Cosmopolitan, Starbucks, livrarias, madrugadas, ficar sozinha em casa, saltos altos, sapatilhas, ouvir música a todo volume, suspense, lápis de escrever, cumplicidade, apresentar bandas novas pras melhores amigas, indicar filmes e livros, cultura inútil, fofoca de celebridade, chick lit, papelarias, personagens de livros, tumblr, mais tumblr, twitter, galerias, paixões platônicas, história de amor ou desamor, músicas lindas e tristes em volumes baixos, exageros, estrago, Barroco, homens com barba por fazer, músicos, escritores, aliás artistas em geral, John e Julian Casablancas, shows de bandas boas, narcisismo, história, história da Europa, francês, Marie Antoinette, Paris, aliás qualquer coisa ligada à França, outono, glamour, glamour decadente, inspiração, escrever, fotografia, arquitetura, moda, música, cinema, literatura, arte, ...

Duas tatuagens, por enquanto. Vícios demais em músicas, livros, filmes e seriados. Ambivalência completa. Intensidade também.


forget the horror here.


you're the one that i want

Caio Fernando de Abreu escreveu:

“Meu coração é um bordel gótico em cujos quartos prostituem-se ninfetas decaídas. Meu coração é um traço seco. Vertical, pós-moderno, coloridíssimo de neon, gravado em fundo preto. Puro artifício, definitivo. Meu coração é um entardecer de verão, numa cidadezinha à beira-mar. A brisa sopra, saiu a primeira estrela. Há moças na janela, rapazes pela praça, tules violetas sobre os montes onde o sol se pôs. A lua cheia brotou do mar. Os apaixonados suspiram. E se apaixonam ainda mais. Meu coração é um sorvete colorido de todas as cores, é saboroso de todos os sabores. Quem dele provar, será feliz para sempre.
Meu coração é um filme noir projetado num cinema de quinta categoria. A platéia joga pipoca na tela e vaia a história cheia de clichês. Meu coração é um cálice de cristal puríssimo transbordante de licor de strega. Flambado, dourado. Pode-se ter visões, anunciações, pressentimentos, ver rostos e paisagens dançando nessa chama azul de ouro. Meu coração é o laboratório de um cientista louco varrido, criando sem parar Frankensteins monstruosos que sempre acabam destruindo tudo.
Meu coração é um poço de mel, no centro de um jardim encantado, alimentando beija-flores que, depois de prová-lo, transformam-se magicamente em cavalos brancos alados que voam para longe, em direção à estrela Veja. Levam junto quem me ama, me levam junto também. Faquir involuntário, cascata de champanha, púrpura rosa do Cairo, sapato de sola furada, verso de Mário Quintana, vitrina vazia, navalha afiada, figo maduro, papel crepom, cão uivando pra lua, ruína, simulacro, varinha de incenso.
Acesa, aceso - vasto, vivo.”

it had to be you



nothing can keep us together

casos de amor fofoca é sexy crônicas da vida trotes por aí meu infinito particular eu tenho cultura isso é arte vamos falar de sexo tudo de blog moda é vida carpe diem


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já passaram por aqui, sem malícia

gossip girl

As you might have guessed, Upper East Sidders, prohibition never stood a chance against exhibition. Is human nature to be free. And no matter how long you try to be good... you can't keep a bad girl down.

2002 me trouxe aos blogs, com Refúgio de Calimië - com o qual permaneci até meados de 2005. Em 2006 os blogs deram lugar aos fotologs (um e dois). Em 2007 o tratamento quimioterápico fez com que retornasse aos blogs, com Quarto de Hospital, que durou de Junho a Dezembro. O gosto voltou, e Nobody Does It Better nasceu - com o qual entrei para o Tudo de Blog da Capricho. Com os problemas com o servidor, mudei para cá. "Sem Malícia" é uma expressão que costumava falar muito, sucedendo um comentário que poderia ser levado no duplo sentido (o que acontecia quase sempre).


because i'm worth it

one two three four five six seven
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