nobody does it 

better.
mercredi 6 octobre 2010

it feels like bubble gum ~ 1 gossips

É confuso, é confuso o alívio e a tristeza misturados, porque você se sente bem, tão bem, tão leve, tão livre, e no minuto seguinte você começa a cogitar toda a gama de possibilidades ruins e elas fazem você se encolher assustada, mesmo que você saiba que pode - ah, você pode com facilidade - lidar com elas, não só porque é você é forte, nem só porque você já fez isso antes, mas porque você simplesmente sabe que pode seguir em frente independente do resultado, só que você você se confunde, ah, você se confunde, porque você sabe que não quer seguir em frente independente do resultado - você pode, só não quer - você quer seguir em frente com o seu resultado, e quando você pára pra pensar e reviver tudo dentro da sua cabeça, todos os momentos e diálogos e frases marcantes e toques e tudo aquilo que você guardou pra nunca esquecer, você pára e vê que você está certa afinal, você precisa estar, porque tudo, tudo, tudo indica isso, como poderia ser de outra forma? Mas você pensa que pode ser tudo teatro, enganação, não-cinema como diria Derek Delano, ou então você enlouqueceu e passou a ver coisas que não existem, a ouvir coisas que não existem, a lembrar coisas que não existiram - porque essa é, afinal, a única explicação lógica, e aí você não sabe mais em quem acreditar, na sua intuição, nos indícios, na loucura, nas certezas (quais certezas se não há nenhuma?) e tudo se mistura numa bola rosa mascável e doce, bubble gum, hahaha, Derek ficaria orgulhoso. Mas você sabe que não é Manon, e não é nada daquilo descrito - talvez uma ou duas frases, talvez um ou dois parágrafos, talvez os sentimentos todos, mas não é essa a sua história, não são esses seus personagens - e você quer o alívio, e quando você pensa que a confusão e a incerteza são as piores coisas você pensa que não se importa com o resultado, não se importa contanto que saiba, você precisa saber pra seguir em frente, qualquer que seja o caminho, você pode ir para Oz se quiser, e depois voltar para casa depois, Dorothy estava certa, não? E pensando nisso você vê que sim, é uma fugitiva mas não sabe do que está fugindo, e dessa vez vai se obrigar a não fugir, life rehab era o que tinha dito, não?, e você vai em frente e vai fazer tudo o aquilo que nunca quis, mas você vai porque precisa saber, precisa saber, precisa saber, mesmo que seja ruim, mesmo que seja o pior de tudo. E você pode amar o som dos passos indo embora, você pode amar, mesmo que por dentro esteja querendo que fique, mas você sabe perceber a beleza da partida, e você deixa ir, você deixa porque sabe que pode lidar com isso sim, porque realmente nenhum prédio vai cair, nenhum terremoto vai partir a terra, o sol não vai engolir o céu, estátuas não vão chorar, então você deixa partir, você deixa partir porque sabe que vai sobreviver (é aquela coisa, as pessoas danificadas e quebradas são as mais perigosas porque elas sabem que podem sobreviver, e você é uma sobrevivente, o quão perigosa pode ser, o mais perigosa, não é?), porque você é forte (você é forte agora que sabe que é uma dessas pessoas que abandona os outros, não é? Você é, você é, mas você está permanecendo, você já pensou em partir um milhão de vezes, mas ficou, não foi?), e você pensa que sim, você pode amar o som dos passos indo embora, mas você quer que eles fiquem. E então você mastiga essa bola confusa, e sente o gosto doce, e pensa se é tudo enganação? Você mastiga as incertezas, as lembranças e as esperanças, só não perca as esperanças agora, não perca todas elas agora, ainda não aconteceu, é incerteza, lembra? Mesmo que seja ruim, vai ser melhor, você sabe, mesmo que seja ruim vai ser melhor! E como você pode ter certeza que será ruim se não há certeza nenhuma, como você pode ousar pensar que vai ser ruim se só há confusão, não, você sempre faz isso, pensa que é ruim pra poder fugir, não precisa fazer isso agora porque você não tem para onde escapar, você vai em frente, então querida... não perca todas as suas esperanças agora.


The maestro says it's Mozart, but it sounds like bubble gum when you are waiting for the miracle.

Libellés :


~ 21:58 nobody does it better.




you know you love me

i'm a little bit of everything, all rolled into one; i'm your hell, i'm your dream, i'm nothing in between

pimenta e arte

Sou um pouco Belle du Jour, o coração partido por mim mesma em mil pedaços de caleidoscópio. Não sei amar, não sei perder, não sei viver de um jeito diferente. Não sei.

you say i'm a bitch like it's a bad thing


nobody does it better

twitter x tumblr x tumblr2 x facebook

Fuck Nicole
Hands Like Secrets
Arquivo Allez Glam!
Vida Nada Modelo

Antes de 2008: blog de música do Kzuka, fanfiction, outro blog, um fotolog antigo...


only in your dreams

first days of spring

Clarissa Réos Wolff, gaúcha, 21 anos, pisciana (com um grande quê de leonina). Cursou dois anos de Design de Moda na UniRitter e atualmente cursa Comunicação Social na UFRGS. Adoraria ser atriz da Broadway.

É apaixonada por coisas demais. Livros, filmes, seriados, divas do cinema de antigamente, Audrey Hepburn, Marilyn Monroe, Rita Hayworth, Brigitte Bardot, Anna Karina e Natalie Wood, pimenta, sushi, Coca Zero, café com chocolate, aliás qualquer coisa com chocolate, backstage, Adam Levine, Natalie Portman, Johnny Depp, Scarlett Johansson, Blake Lively, Jensen Ackles, trilhas sonoras de seriados, músicas nervosas, músicas gostosas, músicas tristes, passear sem rumo pelo centro de Porto Alegre, pelo Moinhos de Vento e pela Paulista, Beco203, Duchamp, Degas, Warhol, dançar até doerem os pés, Jägermeister, Cosmopolitan, Starbucks, livrarias, madrugadas, ficar sozinha em casa, saltos altos, sapatilhas, ouvir música a todo volume, suspense, lápis de escrever, cumplicidade, apresentar bandas novas pras melhores amigas, indicar filmes e livros, cultura inútil, fofoca de celebridade, chick lit, papelarias, personagens de livros, tumblr, mais tumblr, twitter, galerias, paixões platônicas, história de amor ou desamor, músicas lindas e tristes em volumes baixos, exageros, estrago, Barroco, homens com barba por fazer, músicos, escritores, aliás artistas em geral, John e Julian Casablancas, shows de bandas boas, narcisismo, história, história da Europa, francês, Marie Antoinette, Paris, aliás qualquer coisa ligada à França, outono, glamour, glamour decadente, inspiração, escrever, fotografia, arquitetura, moda, música, cinema, literatura, arte, ...

Duas tatuagens, por enquanto. Vícios demais em músicas, livros, filmes e seriados. Ambivalência completa. Intensidade também.


forget the horror here.


you're the one that i want

Caio Fernando de Abreu escreveu:

“Meu coração é um bordel gótico em cujos quartos prostituem-se ninfetas decaídas. Meu coração é um traço seco. Vertical, pós-moderno, coloridíssimo de neon, gravado em fundo preto. Puro artifício, definitivo. Meu coração é um entardecer de verão, numa cidadezinha à beira-mar. A brisa sopra, saiu a primeira estrela. Há moças na janela, rapazes pela praça, tules violetas sobre os montes onde o sol se pôs. A lua cheia brotou do mar. Os apaixonados suspiram. E se apaixonam ainda mais. Meu coração é um sorvete colorido de todas as cores, é saboroso de todos os sabores. Quem dele provar, será feliz para sempre.
Meu coração é um filme noir projetado num cinema de quinta categoria. A platéia joga pipoca na tela e vaia a história cheia de clichês. Meu coração é um cálice de cristal puríssimo transbordante de licor de strega. Flambado, dourado. Pode-se ter visões, anunciações, pressentimentos, ver rostos e paisagens dançando nessa chama azul de ouro. Meu coração é o laboratório de um cientista louco varrido, criando sem parar Frankensteins monstruosos que sempre acabam destruindo tudo.
Meu coração é um poço de mel, no centro de um jardim encantado, alimentando beija-flores que, depois de prová-lo, transformam-se magicamente em cavalos brancos alados que voam para longe, em direção à estrela Veja. Levam junto quem me ama, me levam junto também. Faquir involuntário, cascata de champanha, púrpura rosa do Cairo, sapato de sola furada, verso de Mário Quintana, vitrina vazia, navalha afiada, figo maduro, papel crepom, cão uivando pra lua, ruína, simulacro, varinha de incenso.
Acesa, aceso - vasto, vivo.”

it had to be you



nothing can keep us together

casos de amor fofoca é sexy crônicas da vida trotes por aí meu infinito particular eu tenho cultura isso é arte vamos falar de sexo tudo de blog moda é vida carpe diem


don't you forget about me

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já passaram por aqui, sem malícia

gossip girl

As you might have guessed, Upper East Sidders, prohibition never stood a chance against exhibition. Is human nature to be free. And no matter how long you try to be good... you can't keep a bad girl down.

2002 me trouxe aos blogs, com Refúgio de Calimië - com o qual permaneci até meados de 2005. Em 2006 os blogs deram lugar aos fotologs (um e dois). Em 2007 o tratamento quimioterápico fez com que retornasse aos blogs, com Quarto de Hospital, que durou de Junho a Dezembro. O gosto voltou, e Nobody Does It Better nasceu - com o qual entrei para o Tudo de Blog da Capricho. Com os problemas com o servidor, mudei para cá. "Sem Malícia" é uma expressão que costumava falar muito, sucedendo um comentário que poderia ser levado no duplo sentido (o que acontecia quase sempre).


because i'm worth it

one two three four five six seven
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